Las Vegas (EUA), 8 de novembro de 2025 – Em sua primeira experiência como atração principal do Ultimate Fighting Championship, o brasileiro Gabriel “Marretinha” Bonfim derrotou o jamaicano Randy Brown por nocaute técnico no segundo assalto do UFC Vegas 111, realizado no UFC Apex.
Como foi a luta round a round
No primeiro round, Bonfim aplicou chutes baixos de maneira constante, estratégia que limitou a base ortodoxa de Brown e reduziu sua movimentação lateral. O jamaicano, conhecido pelo alcance de 2,03 m, teve dificuldade para manter a longa distância e encaixar golpes retos.
Na volta para o segundo assalto, Brown tentou aumentar o volume de golpes, mas o brasileiro respondeu travando o rival no clinch. A joelhada de esquerda de Bonfim encontrou o queixo de Brown aos 3min12s, levando-o à lona e forçando a interrupção do árbitro Kerry Hatley.
O que muda no ranking dos meio-médios
Antes do evento, Bonfim ocupava a 14ª posição na divisão até 77 kg. Com a vitória, ele deve ultrapassar, no mínimo, dois nomes imediatos acima dele – entre eles Vicente Luque e Neil Magny, que carregam recentes derrotas. O corte no top-10 ainda depende de combinações de resultados, mas a performance em luta principal é critério valorizado pelos matchmakers na atualização semanal do ranking.
Raio-X de Gabriel Bonfim
- Cartel profissional: 17-1 (6-1 no UFC)
- Vitórias por nocaute/finalização: 6 KOs, 10 finalizações
- Média de lutas no UFC: 4m58s de tempo efetivo – 2º menor entre os 15 primeiros da categoria
- Quedas aplicadas: 67% de aproveitamento (UFC Stats)
- Defesa de golpes significativos: 55%, índice médio da divisão é 52%
Impacto estratégico para a divisão
O triunfo sobre um oponente consolidado (Brown tinha 12 vitórias em 17 lutas pela organização) mostra que Bonfim já compete em alto nível contra atletas de envergadura e experiência superiores. A joelhada no clinch evidencia a capacidade de adaptação tática: quando os chutes foram neutralizados, o brasileiro migrou para a curta distância e manteve a eficiência ofensiva.
No contexto da divisão, a vitória mantém o fluxo de talentos sul-americanos rumo ao topo. A categoria dos meio-médios, ainda comandada por Leon Edwards, vive momento de transição com veteranos como Jorge Masvidal aposentados e Colby Covington vindo de derrota. Espaços no top-5 podem se abrir já no primeiro trimestre de 2026.
Imagem: Internet
Próximos passos possíveis
Considerando o histórico recente de emparelhamentos do UFC, Bonfim tem três caminhos prováveis:
- Um top-10 em ascensão – Kevin Holland ou Sean Brady, ambos em sequência positiva.
- Revanche com Nicolas Dalby – a única derrota da carreira do brasileiro; duelo com narrativa pronta.
- Evento numerado no Brasil – caso o UFC retorne ao país em 2026, Bonfim pode ser escalado como co-main event para solidificar o mercado local.
Conclusão – O nocaute sobre Randy Brown consolida Gabriel Bonfim como realidade, não mais promessa. Se mantiver o poder de definição mostrado em Las Vegas, o brasileiro tem janela concreta para chegar ao top-10 ainda na próxima atualização do ranking e iniciar 2026 a, no máximo, duas lutas de uma disputa de cinturão.
Com informações de ESPN Brasil