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    “Não quero ser um peso morto”, diz Messi sobre seleção argentina – Portal

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    Buenos Aires (ARG) – Lionel Messi afirmou que permanecerá na seleção argentina apenas enquanto conseguir manter alto rendimento em campo e “não for um peso morto”. A declaração foi dada em entrevista recente, repercutida nesta semana, na qual o camisa 10 evitou confirmar presença na Copa do Mundo de 2026.

    Entenda a fala de Messi

    Questionado sobre até quando defenderá a Albiceleste, o atacante de 36 anos foi taxativo: “Quando sentir que não posso mais ajudar, darei um passo ao lado. Não quero ser um peso morto”. O capitão argentino destacou que ainda se sente competitivo, mas reconheceu que o ciclo até 2026 – com jogos na América do Norte – é longo e desafiador.

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    Contexto tático e físico

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    Desde que assumiu protagonismo na era Lionel Scaloni, Messi tem atuado em faixa mais centralizada, funcionando como armador avançado. Nessa função, reduz a necessidade de sprints longos e aumenta a dependência de leitura de jogo e execução de passes decisivos. A mudança prolonga sua vida útil, mas também exige que o time proteja espaços às costas do meio-campo para poupar o camisa 10 de transições defensivas intensas.

    Raio-X: os números de Messi pela Argentina

    • Partidas: 180*
    • Gols: 106*
    • Assistências: 56*
    • Títulos: Copa América 2021, Finalíssima 2022 e Copa do Mundo 2022

    *números aproximados, considerando dados oficiais até junho de 2024.

    O caminho até 2026

    Antes de pensar em uma quinta Copa, Messi e a Argentina têm duas missões principais:

    1. Copa América 2024 – torneio nos Estados Unidos servirá de termômetro físico e técnico. A preparação inclui amistosos contra equatorianos e guatemaltecos.
    2. Eliminatórias sul-americanas – a seleção lidera a classificação, mas enfrentará Brasil e Uruguai fora de casa no segundo turno, jogos que testarão a dependência do craque.

    Impacto para a seleção

    O discurso de Messi reforça o sinal amarelo para Scaloni: é preciso acelerar a integração de nomes como Julián Álvarez, Enzo Fernández e Alejandro Garnacho na criação de jogadas, reduzindo a sobrecarga sobre o capitão. Além disso, a AFA pode ter de administrar um calendário que permita ao astro chegar inteiro fisicamente à Copa América e, se decidir continuar, ao Mundial de 2026.

    Perspectiva: a afirmação de Messi não fecha portas, mas condiciona seu futuro ao rendimento dentro de campo. Se mantiver a média de participações em gols (1,04 por jogo na seleção desde 2021), a tendência é que siga como eixo técnico até 2024. A partir daí, performance, lesões e motivação definirão se o craque estenderá o legado até a Copa do Mundo.

    Com informações de BandSports

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