Benfica com lucro de 29 milhões no 1.º semestre

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Lisboa, 10h24 — O Sport Lisboa e Benfica anunciou um lucro de 29 milhões de euros no primeiro semestre da época 2023/24, cifra 5,6 milhões inferior à do período homólogo, segundo comunicado oficial publicado nos meios do clube.

Por que o resultado caiu mesmo com lucro no azul?

A administração encarnada atribui a retração de 16% principalmente a três fatores:

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  • Método de equivalência patrimonial (MEP): menor contribuição da Benfica SAD no semestre.
  • Transferência do futebol feminino para a SAD: impacto positivo de €0,4 mi, bem abaixo dos €2,5 mi registados um ano antes.
  • Custo do processo eleitoral: as duas voltas que confirmaram Rui Costa na presidência geraram desembolso de €3,2 mi em serviços externos, pessoal e IVA não dedutível.

Raio-X das receitas operacionais

Mesmo com a pressão desses custos extraordinários, algumas rubricas bateram recorde para um primeiro semestre:

  • Quotas de sócios: €12,4 mi (+12%).
  • Merchandising: €11,5 mi (máximo histórico semestral).
  • Royalties da marca: €8,8 mi (-9%).

No total, os rendimentos operacionais recorrentes avançaram 3%, para €36,7 mi, enquanto os gastos operacionais subiram 2%, para €30,0 mi.

A importância das vendas de atletas

Sem as mais-valias de mercado, o core do negócio teria ficado no vermelho: o resultado operacional consolidado com transferências foi de €53,7 mi; sem elas, seria negativo em €0,8 mi. O dado reforça a relevância dos negócios de jogadores para sustentar a rentabilidade — um padrão recorrente em clubes da elite europeia fora das cinco maiores ligas.

Dívida líquida: ligeiro aumento, mas tendência estável

A dívida líquida fechou dezembro em €204 mi, alta de 1,2% face ao fim do exercício anterior. Segundo o relatório, o montante “mantém-se globalmente estável” há duas épocas, mesmo após investimentos em infraestrutura e contratações.

Como o balanço influencia as próximas janelas de mercado

Com lucro positivo e dívida controlada, o Benfica mantém margem para cumprir as regras de Sustentabilidade Financeira da UEFA, que limitam défices acumulados a €60 mi em três anos quando existe injeção de capital. O cenário favorece novos investimentos pontuais — sobretudo para repor eventuais saídas no verão europeu — sem riscos imediatos de sanções.

Conclusão prospectiva — A derrapagem de €5,6 mi no lucro semestral não ameaça a saúde financeira das águias, mas expõe a dependência estrutural das vendas de atletas. Se o clube mantiver a trajetória de receitas de match-day, sócios e merchandising, poderá reduzir essa dependência nos próximos ciclos e reforçar a competitividade do plantel sem recorrer a alienações de talento em larga escala.

Com informações de Record

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