Rio de Janeiro (RJ) – Em fase final de tratamento de uma fratura no braço direito, o centroavante Pedro evolui bem e alimenta o plano do Flamengo de tê-lo em campo na decisão da CONMEBOL Libertadores contra o Boca Juniors, marcada para 29 de novembro, às 18h (de Brasília), no Estádio Nacional de Lima. O otimismo interno ganhou força após o camisa 9 voltar a treinar com bola, ainda que com contato reduzido, mas um detalhe regulamentar sobre a proteção usada no braço pode frear a liberação médica.
Recuperação dentro do cronograma, mas brace fora do padrão
Segundo apuração da ESPN, departamento médico e estafe do atleta consideram a cicatrização “dentro do planejado”. Pedro já aboliu a imobilização rígida, trocada por uma proteção mais leve, fator que diminuiu as dores e lhe permitiu retomar atividades técnicas no campo.
O ponto de atenção está no tipo de proteção: o modelo atual não se enquadra nas regras de FIFA, CBF e CONMEBOL, que proíbem peças com superfícies rígidas ou arestas que possam oferecer risco de impacto a outros jogadores. O clube busca uma versão custom em material termoplástico de menor espessura, parecida com as usadas por atacantes como Benzema (Real Madrid, 2022) e Son (Tottenham, 2023).
Por que Pedro é peça-chave no plano de Tite
Com Tite priorizando o 4-3-3 de posse longa, Pedro é o referencial de último toque capaz de fixar a zaga adversária e abrir espaço para Arrascaeta e Everton Cebolinha infiltrarem. Na semifinal diante do River Plate, o Flamengo concluiu 14 vezes, mas apenas 4 dentro da área; sem Pedro, Bruno Henrique atuou improvisado como “9” e a equipe perdeu profundidade.
Além da presença na área, o centroavante oferece:
- Jogo de pivô: média de 11,7 passes/90 min devolvidos para quem chega de trás na atual edição do Brasileirão;
- Bola aérea defensiva: 2,3 cortes de cabeça/partida em escanteios contra – fundamental para encarar a bola parada forte do Boca;
- Eficiência: 0,63 gol por 90 min em 2024, índice mais alto do elenco rubro-negro.
Raio-X de Pedro em mata-matas continentais
Libertadores (2020–2024)
- 32 jogos
- 19 gols (média de 0,59 por partida)
- 80% de acerto em finalizações no alvo na edição 2025, líder entre os atacantes brasileiros
- Artilheiro da competição em 2022, com 12 gols
Calendário rubro-negro: gestão de minutos antes da final
Sem a liberação definitiva, a comissão técnica usa os três compromissos restantes no Brasileirão como laboratório de ritmo para Pedro:
Imagem: Internet
| 15/11 | Sport x Flamengo | Arena de Pernambuco |
| 19/11 | Fluminense x Flamengo | Maracanã |
| 22/11 | Flamengo x Red Bull Bragantino | Maracanã |
A expectativa é utilizá-lo por blocos de 15-20 min já contra o Sport, desde que o novo brace seja aprovado pelos árbitros da CBF – passo determinante para reproduzir o cenário regulamentar da final.
Impacto estratégico em caso de liberação ou ausência
Com Pedro apto, o Flamengo preserva o desenho tático que trouxe 78% de aproveitamento na Libertadores. Sem ele, Tite cogita duas alternativas: deslocar Gabigol para a referência, perdendo profundidade no corredor direito, ou avançar Bruno Henrique como “falso 9”, estratégia que reduz a capacidade de pressão pós-perda. Em ambos os cenários, a bola parada ofensiva (15 gols em 2025) perde 32 cm de estatura média no ataque.
Nas próximas duas semanas, o sucesso na adaptação do protetor – e a resposta do atacante aos primeiros choques – será o fator decisivo para o Flamengo chegar completo a Lima ou ajustar, da noite para o dia, toda a engrenagem ofensiva que tornou Pedro um dos artilheiros do continente.
Com informações de ESPN Brasil