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    Valentina Shevchenko domina Zhang Weili e mantém cinturão no UFC 322

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    Nova York (EUA), 16/11/2025 — Valentina Shevchenko preservou o cinturão dos moscas (57 kg) ao vencer por decisão unânime a ex-campeã dos palhas (52 kg) Zhang Weili no co-main event do UFC 322, realizado no Madison Square Garden. A quirguiz de 37 anos controlou os cinco rounds sem sustos e somou mais uma defesa de título em sua já extensa galeria.

    Domínio tático do início ao fim

    Shevchenko impôs o próprio ritmo logo nos segundos iniciais. Depois de absorver um direto, a campeã respondeu com golpes na linha de cintura e quedas cirúrgicas. Ao longo dos 25 minutos, alternou jabs bem cronometrados, chutes rodados e transições para o solo, onde manteve Zhang presa em posições de crucifixo e ground and pound.

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    A chinesa buscava a potência que a consagrou nos palhas, mas achou pouco espaço para explorar combinação de boxe e low kicks. O cruzado que derrubou Weili no quarto round e a tentativa de katagatame ilustraram o quão confortável Shevchenko estava em todas as faixas de combate.

    Por que era uma “superluta”

    O duelo colocava frente a frente duas campeãs que dominaram categorias diferentes. Zhang tentava se tornar a rara atleta a conquistar títulos em divisões distintas, algo que apenas Amanda Nunes e Henry Cejudo conseguiram na era recente. Para Shevchenko, o confronto servia para adicionar um nome de peso ao currículo e, indiretamente, reforçar sua candidatura ao hall da fama do UFC.

    Raio-X da campeã peso-mosca

    Idade: 37 anos
    Origem: Quirguistão (representa o Peru no UFC)
    Categoria: Mosca (57 kg)
    Defesas de título: 8 seguidas desde 2018*
    Estilo base: Muay Thai e Taekwondo, com wrestling consolidado

    *Número aproximado considerando as lutas registradas até 2025; o UFC ainda não divulgou a contagem oficial pós-evento.

    O que muda no topo da divisão

    Com a vitória, Shevchenko mantém o cinturão intocado e volta o olhar para os nomes que já se alinhavam na fila. A própria campeã citou Natália Silva como possível próxima desafiante — a brasileira vem de sequência invicta e exibe volume de golpes semelhante ao da quirguiz. Outros nomes, como Erin Blanchfield (vencedora por finalização no card) e Alexa Grasso, também permanecem no radar.

    Para Zhang, o revés pode significar retorno imediato ao peso-palha, onde ainda é uma das principais forças. Caso opte por permanecer nos moscas, a chinesa precisará ajustar quedas defendidas e resistência ao clinch, pontos explorados por Shevchenko.

    Impacto futuro: tabela e storytelling do UFC

    A manutenção do cinturão por Valentina facilita o planejamento da organização para 2026. O UFC deve agendar sua próxima defesa entre março e junho, em evento que pode ocorrer no Brasil, aproveitando a ascensão de Natália Silva. Em paralelo, Zhang Weili torna-se peça valiosa para cards na Ásia, seja em luta principal nos palhas ou em novo teste nos moscas. O cenário atende a duas frentes de expansão de mercado — América do Sul e China —, enquanto preserva a narrativa de uma das campeãs mais dominantes da era moderna.

    No curto prazo, expectadores e analistas seguirão de olho na recuperação física de Shevchenko, que deixou o octógono sem lesões aparentes, e nas movimentações do ranking oficial, a serem atualizadas nos próximos dias.

    Com informações de ESPN Brasil

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