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    Quem: Marcelo Paz, CEO do Fortaleza e ex-presidente do clube cearense.
    O quê: foi sondado para a sucessão de Bruno Muzzi como CEO do Atlético-MG, mas evitou avançar nas conversas.
    Quando: possibilidade aventada para o fim da temporada 2023; declaração concedida nesta quarta-feira (01/11).
    Onde: contato realizado pelo portal Fala Galo.
    Por quê: Muzzi deixa o Galo em dezembro, e o clube mineiro busca gestor de alto desempenho administrativo.

    Declaração oficial mantém foco no Castelão

    Ao ser questionado sobre a chance de ocupar a cadeira de CEO alvinegro em 2024, Marcelo Paz foi direto: “Não quero abordar este assunto, meu foco e prioridade estão totalmente no Fortaleza. Quando terminar o ano a gente vai ver o que vai ser feito”. O executivo destacou ainda o respeito pelo Atlético e elogiou a estrutura da Arena MRV, mas reforçou que a permanência do Leão do Pici na Série A — o clube é o 19º colocado, com 31 pontos — é a prioridade absoluta nas próximas rodadas.

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    Por que o Galo mira Marcelo Paz?

    A diretoria atleticana busca um perfil com experiência em:

    • Gestão financeira sustentável: o Fortaleza encerrou 2023 com receita recorde de R$ 370 milhões, maior cifra já registrada por um clube nordestino.
    • Estruturação esportiva: sob Paz, o Leão saiu da Série C (2017) para três participações consecutivas na Libertadores (2022-2024).
    • Alavancagem de marca: o modelo de sócio-torcedor do Fortaleza saltou de 9 mil para mais de 40 mil associados entre 2017 e 2023.

    No Atlético-MG, o desafio imediato será potencializar a recém-inaugurada Arena MRV e equilibrar as finanças pós-investimentos em contratações e infraestrutura. Em 2022, o clube mineiro fechou a temporada com faturamento próximo a R$ 737 milhões, mas apresentou endividamento bruto acima de R$ 1,3 bilhão, segundo balancete publicado em abril.

    Raio-X da trajetória de Marcelo Paz

    • Início de mandato: novembro de 2017.
    • Títulos conquistados: Série B (2018), Copa do Nordeste (2019, 2022, 2023), pentacampeonato cearense (2019-2023).
    • Melhor posição no Brasileirão: 4º lugar em 2021 (60 pontos).
    • Receita anual 2023: R$ 370 milhões (recorde regional).
    • Participações internacionais: Eliminatórias da Sul-Americana (2019) e fase de grupos da Libertadores por três anos consecutivos (2022-2024).

    Impacto potencial para as duas instituições

    Para o Atlético-MG: a chegada de um executivo com histórico de crescimento sustentável pode acelerar a estratégia de monetização da Arena MRV e apoiar o processo de reestruturação societária (formatação da SAF), cuja votação está prevista para 2024.

    Para o Fortaleza: eventual saída de Paz exigiria transição planejada no Conselho de Administração, principalmente na gestão de receitas de mídia e sócio-torcedor, que representam cerca de 35% do faturamento anual do clube cearense.

    Até lá, a pauta permanece em segundo plano. Com seis rodadas restantes, o Leão precisa de, pelo menos, 15 pontos para alcançar a média histórica de 45 que costuma garantir permanência. Qualquer definição sobre o futuro de Marcelo Paz, portanto, está condicionada ao desfecho dessa luta contra o rebaixamento.

    Próximos capítulos: a tendência é de que novas conversas ocorram apenas após a 38ª rodada, marcada para 3 de dezembro. O Atlético, por sua vez, pretende apresentar seu novo CEO antes da pré-temporada 2024, abrindo um cronograma apertado de negociações nos bastidores.

    A permanência ou não de Marcelo Paz em Fortaleza e a consequente escolha do próximo CEO do Galo podem redefinir o planejamento estratégico de ambos os clubes para os próximos anos. O cenário deve ganhar contornos mais claros tão logo o Campeonato Brasileiro chegue ao fim.

    Com informações de Fala Galo

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