Rio de Janeiro, 12/06/2024 — A lesão do lateral-direito Wesley, da Roma, confirmada nesta quarta-feira, alterou a lista final de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 e fez o Fluminense assumir, de forma isolada, a liderança entre os clubes que mais revelaram jogadores convocados para o Mundial.
O que mudou com o corte de Wesley?
Antes da atualização, Fluminense e Flamengo dividiam a ponta, cada um com três “crias” na Seleção. A saída de Wesley — substituído pelo volante Éderson, revelado pelo Deportivo Brasil — deixou o Rubro-Negro com dois representantes e manteve o Tricolor das Laranjeiras com três:
- Ibañez (zagueiro, Al-Ahli-SAU)
- Fabinho (volante, Al-Ittihad-SAU)
- Luiz Henrique (atacante, Betis-ESP)
Raio-X dos clubes formadores na lista de Ancelotti
A nova configuração do elenco brasileiro mostra maior pulverização entre as bases do país. Veja o ranking completo após a troca:
- Fluminense: 3 jogadores
- Flamengo: 2
- Palmeiras: 2
- Corinthians: 2
- Athletico-PR: 2
- Avaí: 2
- Outros 10 clubes aparecem com 1 atleta cada
No total, 16 escolas de formação diferentes abastecem a Seleção, sinalizando uma distribuição de talentos mais ampla em relação às últimas edições de Copa — em 2018, por exemplo, apenas 11 clubes formaram os 23 convocados.
Por que Xerém segue em alta?
O CT Vale das Laranjeiras, em Xerém, reforça sua fama de “celeiro” ao ter representantes em todas as faixas do campo: defesa (Ibañez), meio (Fabinho) e ataque (Luiz Henrique). O modelo de captação regional, combinado ao investimento em infraestrutura desde 2014, contribui para:
- Transição rápida de atletas ao profissional (média de 18,9 anos na estreia);
- Alta taxa de venda para mercados europeu e asiático (mais de R$ 700 milhões em receitas desde 2015, dados do balanço do clube);
- Versatilidade tática dos jogadores, característica valorizada por Ancelotti.
Impacto tático da troca Wesley → Éderson
Com a saída de um lateral-direito e a entrada de um meio-campista, o elenco brasileiro passa a ter:
Imagem: Internet
- 2 laterais direitos naturais (Danilo Luiz e Emerson Royal) — antes eram 3;
- 7 opções para o meio-campo central, aumentando a concorrência por minutagem;
- Peso maior para Danilo, provável titular, e necessidade de alternativas de emergência, como a adaptação de Marquinhos ou Militão na função.
O que esperar até a Copa?
A lista final ainda pode sofrer ajustes até o prazo de inscrição da FIFA, em maio de 2026. Jogadores como Vanderson (Monaco) e Arthur Sales (PSV), também formados em Xerém, monitoram a evolução no cenário europeu e podem reforçar o contingente tricolor no futuro. Para o Fluminense, cada convocação gera visibilidade internacional e incrementa potenciais mecanismos de solidariedade em futuras transferências.
Com o novo cenário, o Flu não apenas lidera o ranking de formadores, mas também consolida seu projeto de base como pilar econômico e esportivo — fator que pode influenciar inclusive a política de contratações do clube na próxima janela.
Com informações de NETFLU