Belo Horizonte (MG) – O departamento de base do Atlético-MG procurou o meio-campista paraguaio Osmar Giménez, 18 anos, logo após o Mundial Sub-20, na janela de transferências do meio de 2023. A confirmação partiu do próprio atleta, em entrevista ao programa Cardinal Deportivo, do canal ABC TV Paraguay. As conversas, contudo, não avançaram e o negócio foi arquivado.
Estratégia internacional da base alvinegra
Desde a chegada de Luiz Carlos de Azevedo à coordenação da base, o Galo intensificou o monitoramento de talentos na América do Sul. O projeto já rendeu as chegadas do chileno Ángel Díaz (18, ex-Colo-Colo) e do lateral-esquerdo paraguaio Alexis Vargas (18, ex-Olimpia). A sondagem a Giménez se encaixa nesse mapeamento, que busca acrescentar qualidade técnica e revenda futura ao elenco sub-20.
Quem é Osmar Giménez?
• Posição: meio-campista central, com capacidade para atuar como volante de saída ou armador avançado.
• Clube atual: General Caballero (Paraguai), onde já integra o elenco profissional.
• Títulos: Campeão da Copa do Paraguai com o General Caballero.
• Seleção: Destaque da equipe paraguaia na última Copa do Mundo Sub-20, disputada na Argentina.
Raio-X estatístico
Minutos em campo (Profissional 2023): 1.080*
Gols/Assistências: 2G / 3A*
Passes certos por jogo: 89% de aproveitamento*
Desarmes por jogo: 2,1*
*Números compilados a partir de relatórios públicos da imprensa paraguaia.
Por que o Atlético foi atrás de um meio-campista?
No Campeonato Brasileiro Sub-20 de 2023, o Galo permaneceu fora da zona de classificação para o mata-mata, e o índice de criação era um dos pontos de alerta do corpo técnico. A equipe terminou a fase de grupos com média inferior a um gol marcado por partida, sinalizando a necessidade de um meia capaz de acelerar transições e oferecer último passe. Giménez, com boa chegada à área e leitura tática, surgia como encaixe imediato para essa lacuna.
O que travou a negociação?
De acordo com a entrevista do jogador, a consulta foi formalizada na metade do ano, mas não passou da fase inicial. Fontes ligadas ao mercado indicam três fatores que dificultaram o acordo:
Imagem: representantes do Atlético
1) Pedida financeira do General Caballero – o clube paraguaio exigia compensação acima dos padrões praticados pela base brasileira.
2) Concorrência de outras ligas – agentes sondavam ofertas de clubes da MLS e da Argentina.
3) Limite de estrangeiros – mesmo nas categorias de base, o Atlético precisava equilibrar o número de atletas não-brasileiros para inscrições futuras no profissional.
Impacto futuro para o Galo
Sem Giménez, o clube segue no mercado em busca de um meio-campista Sub-20 que entregue construção de jogo. A expectativa é de que novas investidas ocorram já na próxima janela, aproveitando o scouting regional estabelecido. Caso a escassez na criação persista na Copa São Paulo de Futebol Júnior e no início do Brasileiro Sub-20 de 2024, o tema voltará à pauta, com o paraguaio ou com alternativas detectadas pelo mesmo radar.
Para o atleta, a vitrine internacional segue aberta: boas atuações no Apertura 2024 e nas convocações da Seleção Sub-23 podem recolocar o nome de Giménez no mapa de clubes brasileiros – inclusive do próprio Atlético, caso o cenário financeiro permita.
Em resumo, a tentativa frustrada não encerra a estratégia alvinegra de captar talentos sul-americanos. O episódio serve de aprendizado sobre timing de proposta e ajustes no planejamento de estrangeiros, pontos que devem pautar as próximas movimentações da base atleticana.
Com informações de Fala Galo