More

    Da Pontello a Commisso: i retroscena della Fiorentina e dell’orgoglio perduto

    Anúncios

    Firenze, 19 de novembro de 2025 – A Fiorentina vive o risco de rebaixamento na atual temporada da Serie A e, paralelamente, enfrenta uma perda de 10.166 torcedores de média por jogo desde o início dos anos 1980. Um levantamento que compara as eras Pontello, Cecchi Gori, Della Valle e Commisso revela como a queda de público acompanha a escassez de resultados expressivos do clube.

    Quatro administrações e uma curva descendente

    Pontello (1981-1990): média de 36.476 torcedores, recorde de 58.213 contra a Inter em 1984/85 e vice-campeonato em 1981/82.
    Cecchi Gori (1990-2002): média de 31.301; período incluiu duas Copas da Itália, uma Supercopa, mas também duas quedas para a Série B e o colapso financeiro.
    Della Valle (2002-2019): média de 28.468; equipe voltou à Champions com Toni, Mutu e Prandelli.
    Commisso (2019-2025): média de 26.310 – já considerando a restrição para 22 mil lugares no Franchi em obras e excluindo a temporada de portões fechados da covid-19.

    Anúncios

    Os fatores por trás dos assentos vazios

    Capacidade reduzida: o Franchi já abrigou 60 mil pessoas; hoje recebe 22 mil devido às reformas.
    Pouca ambição esportiva recente: desde 1999/00 o clube não disputa de fato o topo da tabela.
    Concorrência de estádios lotados em rivais diretos: Atalanta, Bologna e Napoli, clubes de orçamento similar, apresentam lotação elevada mesmo com arenas menores.
    Mudança de hábitos do torcedor: Pay-per-view e streaming cresceram, mas não justificam sozinhos a diferença em relação a praças que mantêm altos índices de público.

    Raio-X das médias de público (1981-2025)

    36.476 – Pontello
    31.301 – Cecchi Gori (-14,2%)
    28.468 – Della Valle (-9,0%)
    26.310 – Commisso (-7,6% em relação ao ciclo anterior)

    Classificação histórica e impacto esportivo

    Quando se analisa a posição média na Serie A, a Fiorentina confirma a imagem de clube de classe média-alta, mas sem salto competitivo recente:

    • Pontello: 6,8º lugar de média.
    • Cecchi Gori: 9,0º.
    • Della Valle: 8,06º.
    • Commisso: 8,60º.

    Apesar de Rocco Commisso ter investido cerca de 90 milhões de euros na última janela, o retorno está limitado a três finais perdidas (Conference League e Coppa Italia). Em comparação, Atalanta (Liga Europa 2022), Napoli (Scudetto 2023) e Roma (Conference 2022) transformaram participações continentais em títulos, reforçando a percepção de estagnação em Florença.

    O que muda em 2026: centenário, estádio e pressão extra

    O ano de 2026 marcará o centenário da Fiorentina, o 70º aniversário do primeiro Scudetto (1955/56) e 30 anos da dupla Coppa Italia-Supercopa (1996). A coincidência histórica aumenta a cobrança por um “salto” esportivo. Até lá, o clube precisará:

    1) Concluir as obras do Franchi, elevando a capacidade para além dos atuais 22 mil lugares.
    2) Traduzir o investimento no Viola Park em ganho técnico, aproximando-se de vagas europeias.
    3) Reengajar a torcida com metas realistas, mas ambiciosas – voltar a disputar Champions ou conquistar um troféu doméstico.

    Perspectiva: se o processo de reconstrução estrutural e esportiva não for acompanhado de resultados de curto prazo, o ciclo de Commisso tende a repetir o padrão de contestação visto em todas as administrações anteriores. Por outro lado, o centenário oferece uma oportunidade simbólica para recolocar a Fiorentina entre as protagonistas da Itália – condição indispensável para reconquistar os mais de 10 mil torcedores perdidos em quatro décadas.

    Com informações de Corriere dello Sport

    Anúncios

    Artigos relacionados

    Anúncio spot_img

    Artigos recentes