Goleada da Escócia sobre a Bolívia apresenta respostas em um setor cheio de dúvidas

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Edimburgo, 6 de junho de 2026 – A seleção da Escócia goleou a Bolívia por 4 × 0 em amistoso preparatório realizado neste sábado, último teste antes da Copa do Mundo de 2026, onde o time de Steve Clarke será o terceiro adversário do Brasil no Grupo F. A partida serviu para solucionar dúvidas no setor ofensivo após a lesão de Billy Gilmour e indicou que a dupla de centroavantes Shankland-Adams pode ganhar status de titular.

Pressão pelos lados garante vantagem cedo

Fiel ao modelo de marcação alta já testado nas Eliminatórias, a Escócia abriu o placar aos 4 minutos. Andy Robertson, lateral esquerdo do Liverpool com 72 convocações, avançou em amplitude máxima e cruzou na medida para Lawrence Shankland cabecear. O movimento confirma a procura de Clarke por profundidade nas alas – aspecto decisivo porque a Bolívia apresentou linha defensiva lenta, similar ao que o Haiti costuma mostrar, próximo adversário escocês.

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McTominay reforça chegada de segunda linha

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Aos 22, Scott McTominay (Manchester United) ampliou recebendo de Shankland dentro da área. O meio-campista foi o artilheiro escocês nas Eliminatórias europeias com 7 gols e oferece a chegada tardia que faltava quando Gilmour atuava como único organizador. O ajuste garante volume ofensivo sem perder densidade na marcação.

Dupla ofensiva aprovada: Shankland + Ché Adams

Com Gilmour fora, Clarke testou um 3-5-2 “puro”, incluindo Ché Adams (Southampton) ao lado de Shankland. O camisa 10 marcou duas vezes, ambas em jogadas iniciadas pelo ponta Ben Doak. A primeira surgiu em cruzamento rasteiro; a segunda, num contra-ataque em que Adams insistiu mesmo após bloqueio inicial. O entrosamento entre os atacantes gerou quatro finalizações combinadas dentro da área, contra apenas duas de todo o time no amistoso anterior frente a Curaçao.

Raio-X estatístico da goleada

  • Posse de bola: Escócia 58 % x 42 % Bolívia
  • Finalizações: 17 (9 no alvo) x 6 (2 no alvo)
  • Cruzamentos certos: 7, sendo 4 vindos de Robertson
  • Recuperações no terço final: 11 – recorde escocês em 2026
  • Gols na temporada 2025/26: Shankland 24 (Hearts), Adams 12 (Southampton)

Impacto na estratégia para a fase de grupos

O teste bem-sucedido com dois atacantes deve permanecer contra o Haiti, seleção que sofreu média de 1,9 gol por jogo nas Eliminatórias da Concacaf. Já diante de Brasil e Marrocos, a tendência é voltar ao 3-4-2-1, segurando um dos centroavantes para fortalecer a linha de meio. Ainda assim, a performance de hoje amplia o leque: Shankland oferece jogo aéreo (1,85 m e 6 gols de cabeça na liga escocesa), enquanto Adams entrega mobilidade para explorar transições rápidas – característica vital contra defesas adiantadas, como a brasileira de Fernando Diniz costuma propor.

No curto prazo, Clarke ganhou respostas concretas: laterais continuam sendo a principal via criativa, McTominay sustenta a chegada ao ataque e a dupla Shankland-Adams prova ser alternativa viável. Resta observar se o modelo resiste a adversários de bloco médio-alto, desafio que virá já no amistoso final contra a Dinamarca, a cinco dias da estreia no Mundial.

Com informações de Trivela

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