São Paulo (SP) – O ex-piloto alemão Ralf Schumacher classificou a performance de Lance Stroll na atual temporada da Fórmula 1 como “um desastre”, em declaração concedida nesta semana durante participação em programa de televisão europeu. O canadense soma 32 pontos no Mundial de Pilotos, oito a menos que o companheiro de equipe, Fernando Alonso, situação que motivou a crítica pública.
Por que Schumacher vê um “desastre”
Segundo Ralf Schumacher, o rendimento de Stroll não corresponde ao potencial do AMR24, monoposto desenvolvido pela Aston Martin para voltar a brigar pelo pelotão da frente depois de um forte início em 2023. A análise do alemão se apoia no fato de Alonso ter pontuado de forma consistente nas mesmas corridas, indicando que o carro, ainda que não esteja no nível de Red Bull e McLaren, é capaz de somar pontos com regularidade.
Na avaliação do ex-piloto, o déficit de Stroll em relação a Alonso aumenta a pressão interna sobre a equipe, sobretudo no Mundial de Construtores, onde cada ponto perdido pode significar milhões de dólares a menos em premiação ao fim do campeonato.
Raio-X: Lance Stroll em números
- Pontos no campeonato: 32 (Alonso tem 40)
- Melhor resultado na temporada: 6º lugar (GP do Japão)
- Média de chegada: 9,4 (Alonso: 7,1)
- Duelo em classificações: Alonso 8 × 3 Stroll
- Pódios na carreira: 3 (nenhum desde 2020)
- Temporadas na F1: 8ª (estreia em 2017, pela Williams)
Os dados mostram que, mesmo obtendo pontos em nove das doze etapas disputadas até agora, Stroll tem ficado atrás de Alonso na maioria dos sábados e domingos. A diferença de ritmo se reflete diretamente na pontuação – fator determinante para as aspirações da Aston Martin.
Impacto para a Aston Martin e próximos passos
Com o investimento da montadora britânica e a chegada de engenheiros de peso ao novo campus de Silverstone, a meta para 2024 era consolidar a equipe entre as quatro primeiras forças. O rendimento abaixo do esperado de Stroll, entretanto, deixa a Aston Martin em disputa apertada com Mercedes e RB pelo quarto lugar, enquanto Red Bull, McLaren e Ferrari se distanciaram na frente.
Internamente, o time deve intensificar programas de simulação e treinos de pilotagem específicos para Stroll durante o recesso de verão europeu, buscando reduzir o gap para Alonso na segunda metade do campeonato. Qualquer evolução será crucial para garantir pontos duplos em provas estratégicas como Zandvoort e Suzuka, circuitos onde a aerodinâmica do AMR24 tende a funcionar melhor.
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O que observar nas próximas corridas
A temporada entra agora em uma sequência de pistas de média e alta eficiência aerodinâmica. Caso Stroll não converta melhor ritmo em classificações, o desequilíbrio interno pode afetar decisões de estratégia coletiva – undercut, gerenciamento de pneus e testes de atualizações – comprometendo o desempenho global do carro.
Conclusão: a crítica de Ralf Schumacher escancara um ponto sensível da Aston Martin: a diferença de performance entre seus pilotos. Se Lance Stroll não reduzir o déficit para Fernando Alonso nas próximas etapas, a equipe corre o risco de perder terreno decisivo na luta do pelotão intermediário e atrasar o ambicioso plano de retorno ao top-3 em 2025.
Com informações de BandSports