Assunção (PAR), 22/11/2025, 17h – Atlético-MG e Lanús decidem neste sábado, no estádio Defensores del Chaco, o título da CONMEBOL Sul-Americana. É a primeira final do Galo no torneio e a terceira do Granate, que busca o bi (venceu em 2013). O confronto opõe o 3-4-2-1 agressivo de Jorge Sampaoli ao 4-2-3-1 reativo de Mauricio Pellegrino, prometendo choque de estilos e alto impacto para o calendário de 2026, já que o campeão garante vaga direta na fase de grupos da Libertadores.
O que está em jogo
Além do troféu continental, a final envolve:
- Premiação de US$ 6 milhões ao campeão, reforço crucial para o planejamento financeiro de 2026.
- Vaga na Recopa Sul-Americana, contra o vencedor da Libertadores.
- Primeiro título internacional do Atlético na década ou segundo do Lanús na competição.
Como chega o Atlético-MG
Campanha: 12 J – 6 V, 4 E, 2 D | 22 GP, 12 GC (aproveitamento de 61%).
Desde a chegada de Sampaoli, o Galo alternou oscilações defensivas (sete gols sofridos nos últimos três compromissos) com evolução física e tática. O 3-4-2-1 garante amplitude pelos alas e transforma-se em 3-2-5 na fase ofensiva; sem a bola, vira 5-4-1 compacto, com linha alta para recuperar a posse em até seis segundos – métrica interna do staff.
Destaques individuais
- Everson (35 anos): 83% de acerto nos passes, líder em participações na fase de construção e duas defesas de pênalti decisivas.
- Alan Franco: 9,4 recuperações por jogo e 88% de acerto nos passes verticais.
- Gustavo Scarpa: 5 assistências no torneio, 2,3 passes-chave/partida.
- Dudu: média de 4,1 dribles tentados, 0,37 gols produzidos (gols + assistências) por 90 min.
- Hulk: artilheiro alvinegro com 4 gols e 3,3 finalizações/90 min.
Como chega o Lanús
Campanha: 12 J – 6 V, 5 E, 1 D | 17 GP, 6 GC (melhor defesa do torneio).
Vice-líder do grupo B do Clausura argentino, o Lanús sustenta invencibilidade de 11 jogos em casa, mas atuará em campo neutro. O time de Pellegrino aposta em bloco médio/baixo, transições curtas e efetividade nos minutos finais (quatro de seus últimos sete gols surgiram após os 75’).
Imagem: Reprodução
Destaques individuais
- Carlos Izquierdoz (37 anos): 71% de sucesso nos duelos aéreos; líder em cortes (6,2 por jogo).
- Sasha Marcich: 2,5 cruzamentos certos/90 min e 1 gol de média distância.
- Marcelino Moreno: participação direta em 6 gols (3 G + 3 A), 1,9 condução progressiva/partida.
- Eduardo Salvio: 62 gols pelo clube e 1,8 finalização no alvo/90 min na Sul-Americana.
- Rodrigo Castillo: 13 pressões bem-sucedidas/90 min, pivô para terceira bola de Salvador e Moreno.
Duelo tático: Sampaoli x Pellegrino
Posse vs. Transição. O Atlético lidera o torneio em passes por sequência (5,4), enquanto o Lanús tem a menor média (2,7), mas a maior eficiência de contra-ataques (0,23 xG gerado por transição). A chave estará:
- No controle da segunda bola; Alan Franco x Castillo/Salvio.
- Na profundidade dos alas do Galo contra a cobertura de Marcich e do volante Loaiza.
- No espaço às costas de Izquierdoz, alvo para infiltrações de Dudu e Hulk.
Raio-X dos números da final
| Indicador | Atlético-MG | Lanús |
|---|---|---|
| Gols pró | 22 | 17 |
| Gols contra | 12 | 6 |
| Média de posse | 58% | 46% |
| Finalizações/90 min | 15,2 | 10,7 |
| Finalizações sofridas/90 min | 11,4 | 9,1 |
| xG criado (total) | 19,8 | 14,1 |
| xG concedido (total) | 11,5 | 8,4 |
Impacto futuro
Quem erguer a taça garantirá presença direta na Libertadores 2026, aliviando o calendário e influenciando o planejamento de elenco já na janela de janeiro. Para o Atlético, o título consolidaria o projeto Sampaoli e deve acelerar a renovação de Everson e Hulk. Para o Lanús, a conquista atrairia investimento externo prometido pela diretoria e manteria Pellegrino no cargo após especulações no futebol mexicano.
Independentemente do vencedor, a final projeta repercussões estratégicas: vaga em torneios internacionais, aumento de cota de TV e fortalecimento de marca, aspectos que se refletem em contratações e preparação da temporada seguinte.
Com informações de Fala Galo