Salvador (BA), 23/11/2025 – O técnico Fernando Diniz atribuiu à expulsão de um jogador vascaíno o fator decisivo para a derrota do Vasco da Gama por 1 × 0 diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, resultado que marcou a quinta queda consecutiva da equipe na Série A do Campeonato Brasileiro.
Oscilação drástica: da série positiva ao pior momento no torneio
Até a 30ª rodada, o clube cruz-maltino vinha de quatro vitórias seguidas e registrava apenas uma derrota nos 12 compromissos anteriores (para o Palmeiras). No entanto, o cenário virou na reta final: São Paulo, Botafogo, Juventude, Grêmio e, agora, Bahia superaram o time de São Januário em sequência, algo inédito na campanha de 2025.
Expulsão como ponto de inflexão tático
Na coletiva pós-jogo, Diniz ressaltou que o Vasco vinha “mais equilibrado” defensivamente e com “maior vontade de marcar”, mas admitiu dificuldade para criar chances no último terço. Segundo o treinador, o cartão vermelho mudou o plano de jogo, obrigando ajustes emergenciais contra um Bahia que acrescentou atacantes após a superioridade numérica.
Raio-X da sequência negativa
- 5 derrotas consecutivas – pior marca do clube nesta edição.
- 42 pontos em 35 rodadas – aproveitamento de 40%.
- Distância para o Z-4 – pode cair para apenas 3 pontos ao término da rodada.
- Gols sofridos – Diniz citou “falhas fáceis de resolver” como origem dos tentos adversários, indicando erros individuais acima de problemas estruturais.
Como fica a luta contra o rebaixamento
Com 42 pontos, o Vasco ainda depende apenas de si, mas o limite histórico para escapar costuma ficar entre 45 e 47 pontos. A necessidade matemática coloca pressão total sobre os jogos restantes em São Januário.
Próximos compromissos: duas decisões em casa
O cruz-maltino recebe o Internacional na próxima sexta-feira (36ª rodada) e volta a atuar como mandante em 2 de dezembro. O fechamento da campanha será em 7 de dezembro, na Arena MRV, contra o Atlético-MG.
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Para Diniz, “juntar e melhorar” envolve resgatar a concentração que precedeu a série negativa, reduzir erros individuais na saída de bola e elevar a confiança ofensiva, pontos que podem definir o destino vascaíno na elite nacional.
Conclusão: A expulsão em Salvador funcionou como catalisador de uma crise que já se desenhava. Com três jogos pela frente e margem mínima para tropeços, o Vasco precisa transformar São Januário em fortaleza imediata para evitar que a queda de rendimento se converta em rebaixamento – tema que seguirá no centro do noticiário nas próximas semanas.
Com informações de NETVASCO