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    Atletas do Estudiantes viram as costas para Di María e jogadores do Rosario em protesto por título polêmico; veja o climão

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    Buenos Aires, 23 de novembro de 2025 — Em pleno Estádio Jorge Luis Hirschi, os jogadores do Estudiantes de La Plata viraram de costas para Ángel Di María e todo o elenco do Rosario Central na entrada em campo deste domingo. O ato, realizado no momento tradicional do pasillo — corredor de aplausos reservado ao campeão da liga —, protestou contra a decisão da Associação de Futebol Argentino (AFA) que unificou os títulos do Apertura e do Clausura e proclamou o Rosario Central campeão argentino de 2025.

    Por que o protesto aconteceu?

    A norma vigente na Argentina determina que o último adversário a receber o campeão deve saudá-lo com palmas. Entretanto, na quinta-feira, o Comitê Executivo da Liga Profissional de Futebol alterou o regulamento e decidiu que haveria um único campeão baseado na soma de pontos das duas fases — Apertura e Clausura. Com 66 pontos, o Rosario ultrapassou todos os concorrentes e levou o título nacional, além da vaga direta na CONMEBOL Libertadores de 2026.

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    O Estudiantes, vencedor do Apertura, sentiu-se prejudicado. O clube de La Plata defendia o reconhecimento duplo, modelo aplicado em temporadas anteriores. O pasillo virou, portanto, palco de contestação: em vez de aplausos, um silêncio eloquente e as costas dos atletas.

    Contexto histórico: Di María e a volta ao Gigante

    Ángel Di María, ídolo formado nas categorias de base do Rosario Central, retornou ao clube em julho de 2025 após passagem pelo Benfica. A presença do campeão mundial de 2022 potencializou o elenco dirigido por Miguel Russo e foi determinante para a arrancada de 34 pontos no Clausura, que selou a pontuação geral na liderança.

    Raio-X do título unificado

    Pontuação total 2025
    Rosario Central – 66 pts
    Estudiantes – 63 pts
    River Plate – 61 pts
    Boca Juniors – 58 pts

    Melhor ataque: Rosario Central (55 gols)
    Melhor defesa: Estudiantes (22 gols sofridos)
    Artilheiro do torneio: Luciano Gondou (Rosario), 17 gols
    Participações de Di María: 21 jogos, 8 gols, 11 assistências

    O que muda para cada equipe?

    Rosario Central: além da taça, garante-se na fase de grupos da Libertadores 2026. Financeiramente, estima-se incremento de US$ 4 milhões em premiações da CONMEBOL e valorização de ativos como Gondou e Facundo Buonanotte.

    Estudiantes: mesmo com o protesto, o time respondeu em campo e venceu o confronto das oitavas de final do Clausura por 1 a 0, avançando às quartas. Uma eventual conquista do Clausura pode recolocar o clube na Libertadores pela via da “Copa de la Liga”.

    Perspectiva tática para o restante do Clausura

    A tendência é que Miguel Russo faça rodízio no Rosario para evitar desgaste, priorizando a pré-temporada 2026. Já o técnico Eduardo Domínguez, do Estudiantes, mantém o bloco defensivo que sofreu apenas 22 gols no ano e tenta capitalizar a motivação extra do elenco após o episódio do pasillo.

    No curto prazo, o protesto expôs fissuras institucionais na AFA e adicionou tensão às fases eliminatórias do Clausura. No médio prazo, o Rosario Central ganha tempo para planejar a Libertadores, enquanto o Estudiantes deve transformar o sentimento de injustiça em combustível competitivo na busca por outro título nacional.

    Com informações de ESPN Brasil

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