Maiores Séries Invictas De Seleções Na História – Imortais Do Futebol

Madri (ESP), 21.jul.2026 — A seleção da Espanha alcançou, na final da Copa do Mundo de 2026, a marca de 38 partidas consecutivas sem derrota, superando o antigo recorde de 37 jogos da Itália (2018-2021) e estabelecendo a maior série invicta da história das seleções nacionais. O feito foi confirmado após a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, em Nova York, coroando um ciclo que começou em 22 de março de 2024, pós-amistoso contra a Colômbia.

Como a sequência foi construída

O ponto de partida do recorde ocorreu no empate por 3 a 3 com o Brasil, em 26.mar.2024, no Santiago Bernabéu. Desde então, o time comandado por Luis de la Fuente acumulou vitórias importantes, incluindo:

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  • 7 triunfos na campanha do tetracampeonato da Eurocopa 2024.
  • Invencibilidade em toda a Nations League 2024-2025, perdendo apenas nos pênaltis para Portugal (empate em 2 a 2 no tempo regulamentar).
  • Cinco vitórias e um empate nas Eliminatórias para a Copa do Mundo 2026.
  • Série final de oito jogos no Mundial, com título sobre a Argentina.

Raio-X da marca espanhola

  • Período: 26.mar.2024 a 19.jul.2026 (842 dias)
  • Partidas: 38 (30 vitórias, 8 empates)
  • Títulos levantados: Euro 2024 e Copa do Mundo 2026
  • Melhor sequência de vitórias consecutivas dentro da série: 9 jogos (mai.-jul.2024)
  • Artilheiro no recorte: Lamine Yamal — 17 gols

Comparativo histórico das maiores invencibilidades

A tabela abaixo mostra como o novo recorde espanhol se posiciona em relação às maiores sequências anteriores registradas pela FIFA e pela RSSSF:

  • Espanha (2024-2026): 38 jogos
  • Itália (2018-2021): 37 jogos
  • Espanha (2007-2009): 35 jogos
  • Brasil (1993-1996): 35 jogos
  • Argélia (2018-2022): 35 jogos

Por que o recorde importa taticamente

Ao longo da sequência, a Roja consolidou um modelo híbrido de posse qualificada — média de 61% — com transição curta, sustentado por triangulações laterais entre Lamine Yamal, Dani Olmo e os laterais Pedro Porro/Cucurella. O meio-campo, ancorado em Rodri, manteve índice de passes certos acima de 90%, reduzindo a exposição defensiva: foram apenas 24 gols sofridos (0,63 por jogo) na série.

Impacto futuro: o que muda para 2027

Com o calendário pós-Mundial prevendo início da Nations League 2026-2027 em setembro, a Espanha tentará ampliar a invencibilidade e, simultaneamente, fazer a transição de gerações — Laporte, Nacho e Dani Olmo já superaram 30 anos. O principal desafio será manter intensidade física num ciclo mais curto rumo à Euro 2028, enquanto rivais como França e Inglaterra renovam seus elencos.

Se a Roja sustentar o nível exibido até aqui, pode transformar o recorde de hoje em uma marca ainda mais difícil de ser alcançada, reforçando o domínio espanhol nesta década e criando pressão extra sobre seleções que pretendem quebrar a hegemonia ibérica.

Com informações de Imortais do Futebol

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