Abu Dhabi (EAU) – Rafaela Silva (-57 kg) e Daniel Cargnin (-73 kg) conquistaram, nesta semana, a medalha de bronze no Grand Slam de Judô de Abu Dhabi, etapa válida pelo Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô (IJF) e que distribui pontos estratégicos para o ranking da temporada.
Contexto do pódio brasileiro
Os Grand Slams são o segundo nível mais valioso do calendário – atrás apenas dos Mundiais e Masters – e concedem 200 pontos no ranking a cada medalha de bronze. Com o resultado, Rafaela reforça sua presença no top 5 da categoria até 57 kg, enquanto Cargnin consolida-se entre os dez melhores dos 73 kg, mantendo o Brasil em evidência no cenário internacional.
Como foram as campanhas até o bronze
Rafaela Silva avançou com autoridade até a semifinal, onde sofreu um revés apertado. Na disputa pelo terceiro lugar, impôs ritmo agressivo de sumi-gaeshi e imobilizou a adversária, garantindo o ippon que a recolocou no pódio de um Grand Slam após sete meses.
Daniel Cargnin, bronze olímpico em Tóquio 2020 (à época nos 66 kg), superou três oponentes antes da semifinal. Na decisão do bronze, administrou penalidades, manteve-se ativo nos shidos e definiu a luta com um ouchi-gari pontuado por waza-ari.
Raio-X dos medalhistas
- Rafaela Silva
Idade: 33 anos | Categoria: –57 kg | Principais conquistas: ouro olímpico (Rio-2016), bicampeã mundial (2013/2022), 15 ouros em Grand Prix/Grand Slam. - Daniel Cargnin
Idade: 27 anos | Categoria: –73 kg | Principais conquistas: bronze olímpico (Tóquio-2020), bronze mundial (2022), 9 pódios em Grand Slam.
O que muda no ranking mundial
Com os 200 pontos de Abu Dhabi, Rafaela reduz a distância para as líderes Nora Gjakova (KOS) e Jessica Klimkait (CAN). Cargnin, por sua vez, supera rivais diretos como Arthur Margelidon (CAN) e Tohar Butbul (ISR), aproximando-se do top 5.
Imagem: Maic Maia
Próximos passos do Brasil no Circuito
O Grand Slam de Tóquio, em dezembro, é o próximo compromisso de peso. A comissão técnica da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) avalia levar força máxima para capitalizar o bom momento e ampliar a vantagem na corrida por cabeças de chave em eventos de 2026, ano que abrirá o caminho para o ciclo dos Jogos de Los Angeles-2028.
Perspectiva: As medalhas em Abu Dhabi mostram que o judô brasileiro segue competitivo em duas categorias historicamente fortes do país. Mantendo o ritmo, Rafaela e Cargnin podem chegar a 2026 como favoritos nas principais competições do calendário e empurrar toda a equipe nacional para patamares de pontuação que facilitem chaves mais favoráveis em mundiais e Jogos Pan-Americanos.
Com informações de BandSports