Brentford, 16 de setembro de 2025 – O Aston Villa foi eliminado da Fizzy Cup nos pênaltis pelo Brentford, acumulando seu quinto jogo oficial sem vencer na temporada 2025/26 e ampliando a pressão sobre o técnico Unai Emery.
Um ano, cenários opostos
Há exatos 12 meses, o Villa comemorava o retorno à elite europeia com uma vitória por 3 × 0 sobre o Young Boys, abrindo campanha que avançaria até as quartas de final da Bigger Cup contra o futuro campeão PSG. Hoje, a mesma base – reforçada, mas ainda sem encaixe – tropeça diante de um Brentford misto em pleno Gtech Community Stadium.
O jogo em Hounslow: vantagem desperdiçada
O gol que quebrou a seca de quatro partidas veio aos 19 minutos: Harvey Elliott aproveitou recuo mal feito da zaga dos Bees e contou com falha do goleiro para empurrar às redes. A resposta londrina surgiu na bola parada que virou arma recorrente contra os Villans: lateral longo de Aaron Hickey, desvio e 1 × 1. Nos acréscimos, Jadon Sancho teve chance clara para decidir, mas carimbou a parte externa da trave. Nos pênaltis, Brentford converteu todas as cobranças; Marco Bizot defendeu uma, porém Sancho e Diego Carlos desperdiçaram.
Raio-X da queda
- Sequência sem vitórias: 5 jogos oficiais (4 Premier League + 1 Fizzy Cup).
- Gols marcados: 1 em 450 minutos – rendimento de 0,2 gol/jogo.
- Elenco titular: 9 dos 11 habituais começaram a partida, mostrando que não foi time alternativo.
- Bola parada defensiva: 3 dos últimos 4 gols sofridos nasceram de laterais ou escanteios, segundo registros das últimas rodadas.
- Novos contratados em campo: Harvey Elliott, Jadon Sancho e Samuel Adegbenro – citados por Emery como “em fase de adaptação”.
Por que o rendimento caiu?
Ajuste ofensivo lento – A saída de bola com dupla de zaga aberta, característica de Emery, depende de laterais projetados. Sem a profundidade de Matty Cash (lesionado) e com Sancho ainda sem ritmo, o time perde largura e se torna previsível.
Pressão desequilibrada – O treinador elogiou o “pressing de McGinn”, mas a primeira linha não é coordenada. O resultado são espaços entre meio e defesa, onde Brentford criou três ocasiões claras.
Bola parada como calcanhar de Aquiles – A Premier League vive “renascença dos laterais longos”, e o Villa sofreu de novo. A altura média da dupla de volantes (McGinn e Luiz) é de 1,74 m, abaixo da média dos oponentes, fragilizando a primeira zona de combate.
Imagem: Internet
O que vem pela frente
Domingo, a visita ao Sunderland pela liga pode definir o tom das próximas semanas. Mais um jogo sem gols aumentará a discussão sobre mudanças táticas ou até sobre o futuro de Emery – treinador que, vale lembrar, possui contrato até 2027 e conduziu o clube ao topo europeu recentemente.
Em resumo, o Aston Villa passa de candidato a sensação continental para equipe em busca de soluções básicas de criação e solidez defensiva. Se o ajuste não ocorrer rapidamente, a temporada que prometia consolidação pode se transformar numa luta precoce por recuperação.
Com informações de The Guardian