Quem acompanha a Série A já sabe: segundo levantamento publicado pelo BandSports, há três lugares na tabela do Campeonato Brasileiro que nenhum clube gostaria de ocupar – o 5º, o 7º e o 17º. Cada uma dessas posições traz armadilhas esportivas e financeiras que afetam planejamento, calendário e receitas dos times.
Por que a 5ª posição virou armadilha
Desde que a CONMEBOL reduziu o número de vagas diretas na fase de grupos da Libertadores, o 5º colocado do Brasileirão passou a disputar a chamada Pré-Libertadores. Isso significa iniciar a temporada quase um mês antes dos rivais, viajar para países distantes em jogos eliminatórios e, muitas vezes, dividir foco com os estaduais. O desgaste físico e o risco de eliminação precoce na competição continental pesam no orçamento — a fase preliminar distribui menos cotas de TV e premiação.
A delicada situação do 7º lugar
O 7º colocado vive incerteza dupla. Hoje a posição costuma dar a última vaga brasileira na Libertadores, mas o benefício depende de resultados paralelos (como campeão da Copa do Brasil ou da Sul-Americana já estar no G-6). Se esses cenários não se confirmam, o 7º se vê fora do principal torneio do continente e, em alguns anos, sequer garante vaga na Sul-Americana, perdendo projeção internacional e receitas.
O abismo do 17º: o primeiro do Z-4
A entrada na zona de rebaixamento começa no 17º posto. Além do impacto esportivo imediato, terminar o campeonato nessa posição significa queda para a Série B — algo que pode reduzir receitas de TV em até 70 %, exigir corte de folha salarial e causar evasão de patrocinadores. O alerta é permanente; basta uma combinação negativa de resultados para que clubes tradicionais despenquem.
Raio-X da tabela (exemplo de 2024)
- Disputa pela 5ª posição: Athletico-PR, Grêmio e Red Bull Bragantino brigam ponto a ponto para escapar da pré-Libertadores.
- Zona do 7º lugar: Cruzeiro oscila entre sonho de Libertadores e risco de cair para a Sul-Americana.
- Luta contra o 17º: Fortaleza, após vencer o Atlético-MG por 1 × 0 no Castelão, mantém viva a chance de deixar o Z-4 nas rodadas finais.
Impacto futuro para o planejamento dos clubes
O posicionamento nesses três “pontos críticos” definirá orçamentos, folha salarial e estratégias de mercado para 2025. Clubes que hoje ocupam ou rondam 5º, 7º ou 17º já monitoram cenários de reforços, renovações e cortes, pois precisam se adequar a calendários e premiações diferentes a partir de janeiro.
Imagem: Divulgação
Com três rodadas restantes, cada ponto conquistado pode mudar drasticamente o roteiro da próxima temporada — do calendário apertado da pré-Libertadores à dura realidade da Série B.
Com informações de BandSports