Lewis Hamilton encerrou sua primeira temporada pela Ferrari em 2025 com o pior aproveitamento de pontos de toda a sua carreira na Fórmula 1, atingindo apenas 24,37% do total possível no campeonato.
O que aconteceu?
O heptacampeão, que trocou a Mercedes pela Ferrari no início de 2025, terminou o campeonato com o menor número de pontos desde sua estreia na categoria, em 2007. O índice de 24,37% representa a somatória real dividida pelo máximo de pontos que poderia ter conquistado nas 24 etapas do calendário deste ano.
Contexto histórico: quando Hamilton esteve tão abaixo?
Até então, o pior ano de Hamilton em termos de pontuação bruta havia sido 2009, quando marcou 49 pontos pelo antigo sistema de contagem (10-8-6-5-4-3-2-1). Mesmo no difícil campeonato de 2022, já pela Mercedes, o britânico somou 240 pontos e terminou em 6º. Portanto, o resultado de 2025 pela escuderia italiana estabelece um novo piso estatístico em seu currículo.
Raio-X da temporada 2025
- Pódios: 2 (Arábia Saudita e Singapura)
- Vitórias: 0
- Abandonos: 4 (problemas mecânicos em Ímola, Canadá, México e Abu Dhabi)
- Média de largada: 8,9
- Média de chegada: 9,7
- Aproveitamento total: 24,37% dos 657 pontos disponíveis na temporada
Por que o rendimento foi tão baixo?
A Ferrari de 2025 apresentou déficit de velocidade de reta em relação a Red Bull e McLaren, além de sofrer com desgaste excessivo de pneus em circuitos de alta temperatura. Hamilton, acostumado ao equilíbrio aerodinâmico da Mercedes, teve dificuldades para extrair performance constante do SF-25, sobretudo em stints longos.
Impacto para a Ferrari
Apesar de contar com um piloto de sete títulos mundiais, a equipe de Maranello encerrou o campeonato apenas na quarta colocação do Mundial de Construtores. O déficit de desenvolvimento reduz a receita esportiva e pressiona os engenheiros a anteciparem o pacote aerodinâmico de 2026, ano em que entra em vigor a nova geração de motores híbridos.
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O que esperar de 2026?
Hamilton já confirmou permanência no time e citou “mudanças estruturais” na divisão de engenharia. A expectativa é que a Ferrari utilize boa parte dos tokens de desenvolvimento na melhoria da unidade de potência e na redução de peso do chassi. Caso consiga elevar o índice de conversão de pontos para acima de 50%, o britânico volta a ser candidato a vitórias isoladas — premissa fundamental para reconquistar moral e atrair patrocínios de alto valor.
Conclusão: a temporada 2025 entra para a história como um ponto fora da curva na carreira de Hamilton. Entretanto, o histórico de reviravoltas do inglês sugere que a combinação Ferrari-Hamilton ainda pode surpreender se as soluções técnicas chegarem a tempo do novo regulamento.
Com informações de BandSports