Porto Alegre (RS), 9/12/2025 — O Internacional oficializou nesta terça-feira a saída do vice-presidente de futebol José Olavo Bisol, do diretor executivo André Mazzuco e do diretor esportivo Andrés D’Alessandro, abrindo uma grande reformulação no departamento de futebol após quase ser rebaixado no Brasileirão 2025.
Por que o Inter mudou tudo agora?
A temporada terminou com o clube escapando da Série B apenas na última rodada, contraste duro para quem iniciou o ano festejando o bicampeonato gaúcho invicto. A diretoria avaliou que a estrutura de tomada de decisão — de contratações ao relacionamento com a comissão técnica — precisava de novo rumo para 2026.
Perfil dos dirigentes desligados
Andrés D’Alessandro: ídolo em campo (2008–2021) e campeão da Libertadores de 2010, assumiu o cargo de diretor esportivo em agosto de 2024. Era o elo entre elenco, comissão e diretoria. Sai, segundo o clube, por “questões pessoais”.
André Mazzuco: diretor executivo especializado em mercado; antes passou por Botafogo, Cruzeiro, Santos e Vasco.
José Olavo Bisol: vice-presidente de futebol, responsável pelo orçamento e pela relação com o Conselho Deliberativo.
Raio-X da temporada 2025
• Campeão Gaúcho invicto (12 jogos, 10 vitórias, 2 empates).
• Eliminação nas oitavas da Copa do Brasil para o Fluminense.
• Eliminação nas oitavas da Conmebol Libertadores para o Flamengo.
• Brasileirão: chegou à última rodada dentro da zona de rebaixamento e escapou com combinação de resultados.
Próximos passos: caça a um novo comando técnico
Enquanto a diretoria provisória — formada por profissionais internos — conduz o dia a dia, o Inter já trabalha em duas frentes:
Imagem: Internet
1. Reorganização administrativa: a busca é por um diretor executivo com experiência em análise de mercado internacional e um diretor esportivo capaz de conectar a base ao profissional.
2. Definição do treinador: Odair Hellmann é o principal alvo. O ex-técnico colorado, atualmente no Athletico-PR até maio de 2026, agrada por conhecer o clube e ter histórico de bom aproveitamento com jovens, ponto visto como essencial para equilibrar as finanças.
Impacto tático e estratégico
A troca na cúpula tende a repercutir diretamente na montagem do elenco. Em 2025, o Inter oscilou especialmente na criação: apesar de posse de bola acima de 55 % em média, converteu menos de 1,1 gol por jogo no Brasileirão. A nova gestão deve priorizar um meia articulador e um lateral direito — carências já apontadas pelos departamentos de scout.
Conclusão prospectiva: A demissão de D’Alessandro e companhia inaugura um ciclo de alta pressão no Beira-Rio. A escolha do novo treinador e dos executivos ditará se o Internacional voltará a brigar por vagas continentais ou correrá risco de repetir a campanha dramática de 2025. Os próximos anúncios, esperados ainda em dezembro, serão o termômetro das ambições coloradas para 2026.
Com informações de ESPN Brasil