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    Por que Haaland nunca vai usar luvas de frio em campo com o City ou Noruega

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    Manchester (ING), 10 de dezembro de 2025 – Em véspera de duelo decisivo entre Real Madrid e Manchester City, o centroavante Erling Haaland confirmou no podcast “The Rest is Football” que não usará luvas de frio em campo, faça a temperatura que fizer. Segundo o norueguês, o hábito vem de uma exigência do pai, Alfie Haaland, ex-jogador do próprio City, que “batia” no filho sempre que ele ousava cobrir as mãos.

    Herança familiar moldou o estilo “old school”

    Alfie Haaland, volante combativo na Premier League entre 1994 e 2003, cultivava a ideia de que jogadores “raiz” não necessitam de acessórios para enfrentar o frio britânico. O filho seguiu a cartilha à risca: jamais entrou em campo de luvas, nem pelo City nem pela seleção norueguesa. A escolha reforça seu perfil físico – explosão nas transições, presença constante em divididas e disposição para pressionar zagueiros do primeiro ao último minuto.

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    Potência sem barreiras térmicas

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    Estudos da Universidade de Liverpool indicam que temperaturas inferiores a 5 °C podem reduzir a temperatura periférica das mãos em até 10 °C após 15 minutos de atividade, afetando a sensibilidade de passe e arremate. Haaland, porém, prefere a sensação de contato direto com a bola – argumento comum entre atacantes que finalizam de primeira. Ao abdicar das luvas, ele mantém sensação tátil plena, importante para o ajuste fino da finalização quando apoia o corpo nas mãos após o chute.

    Raio-X de Haaland no Manchester City

    • 100 gols em 111 partidas de Premier League desde 2022 (média de 0,9 gol/jogo).
    • 8,7 km percorridos por jogo, segundo o “Tracking Stats” da liga.
    • 31% das finalizações convertidas, melhor índice entre atacantes com mais de 50 chutes desde sua chegada.
    • 0 partidas com luvas registradas em 141 atuações oficiais pelo clube e pela Noruega.

    Influência além do campo: cultura do vestiário

    A determinação de Haaland já repercutiu internamente. Jovens do elenco – caso de Rico Lewis e Oscar Bobb – contam que o centroavante “normaliza” jogar sem luvas mesmo em temperaturas próximas a 0 °C em Manchester, hábito que começa a se espalhar no plantel. Embora Guardiola não intervenha, a comissão analisa se a prática interfere em conforto térmico e controle de bola nas categorias de base.

    Próximo desafio: Real Madrid vs. Manchester City

    Com o termômetro previsto em 6 °C e possibilidade de chuva fina em Madri, Haaland entrará novamente de mãos descobertas. O City soma 14 gols nas últimas cinco partidas de Champions, e o norueguês responde por 6 deles. Seu gesto simbólico reforça a imagem de liderança competitiva e pode influenciar a postura coletiva em um jogo que define a vantagem para a segunda perna no Etihad.

    Conclusão prospectiva: a recusa de Haaland em usar luvas transcende folclore. Ela sintetiza uma mentalidade de enfrentamento que impacta seu modelo de jogo e inspira companheiros. Se mantiver a média de quase um gol por partida, o hábito – e a história por trás dele – ganhará ainda mais força à medida que o City busca repetir o título continental e que a Noruega tenta retornar a uma Eurocopa em 2028.

    Com informações de ESPN Brasil

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