Quem, o quê, quando, onde e por quê. Nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, Corinthians e Vasco iniciam a disputa pela Copa do Brasil. O duelo coloca frente a frente Dorival Júnior e Fernando Diniz, os dois técnicos que comandaram a Seleção Brasileira nos últimos ciclos, mas que já levantaram taças justamente pelos clubes adversários que agora enfrentam.
Passados campeões em camisas trocadas
Dorival Júnior ganhou notoriedade em São Januário em 2009, quando tirou o Vasco da Série B e foi campeão da competição naquele mesmo ano. O trabalho impulsionou a ida ao Santos de Neymar, onde o treinador conquistou sua primeira Copa do Brasil (2010). Depois viriam os títulos de 2022 (Flamengo) e 2023 (São Paulo), somando três troféus nacionais de mata-mata – marca inédita entre os técnicos em atividade no país.
Fernando Diniz não ergueu taças pelo Vasco como treinador, mas traz no currículo um capítulo vencedor na carreira de jogador: o título do Campeonato Paulista de 1997 pelo Corinthians, clube que defendia à época. Foram 50 partidas e dois gols com a camisa alvinegra antes da transferência para o Paraná.
Como cada finalista chegou
Corinthians eliminou o Cruzeiro nas semifinais, avançando nos pênaltis após dois empates. Do outro lado da chave, o Vasco superou o Fluminense também nas cobranças de penalidade, depois de igualdade no placar agregado. Foi a primeira vez desde 2000 que ambos os clubes ultrapassaram a fase semifinal no mesmo torneio nacional de mata-mata.
Raio-X dos treinadores
Dorival Júnior
• Jogos pelo Corinthians em 2025: 56
• Aproveitamento: 63 %
• Títulos de Copa do Brasil na carreira: 3 (2010, 2022, 2023)
Fernando Diniz
• Jogos pelo Vasco em 2025: 54
• Aproveitamento: 59 %
• Títulos de Copa do Brasil na carreira: 0 (estreia em final)
Impacto tático esperado
Dorival costuma montar o Corinthians em um 4-2-3-1 com transições rápidas pelos lados, explorando a velocidade de Wesley e a chegada de Yuri Alberto à área. Sua prioridade neste torneio foi o equilíbrio defensivo: apenas dois gols sofridos em seis jogos do mata-mata até a semifinal.
Imagem: Internet
Diniz mantém o estilo de posse longa e construção curta no Vasco, majoritariamente em 4-3-3, com Galdames fazendo a saída de três e Vegetti como referência ofensiva. O cenário opõe uma equipe que prefere atrair para contra-atacar (Corinthians) contra outra que busca controlar o ritmo com a bola (Vasco), o que tende a gerar fases alternadas de pressão em cada campo.
O que está em jogo
• Corinthians tenta seu quarto troféu de Copa do Brasil (tem 1995, 2002 e 2009).
• Vasco busca a segunda taça, repetindo 2011.
• Ambos os técnicos podem se tornar os primeiros a ganhar o torneio por clubes de quatro estados diferentes (no caso de Dorival) ou se consagrar com um título nacional inédito (no caso de Diniz).
Próximos compromissos
17/12 – Corinthians x Vasco – Neo Química Arena – 21h30
21/12 – Vasco x Corinthians – São Januário – 18h30
Conclusão prospectiva – A final reúne dois modelos de jogo contrastantes e treinadores com histórico vencedor, mas em desafios inversos: Dorival contra o clube que o revelou nacionalmente e Diniz diante de seu primeiro grande troféu como técnico. O resultado do primeiro jogo em Itaquera tende a ditar o ritmo da volta em São Januário, onde o mando vascaíno e o gramado menor podem favorecer a troca rápida de passes do time de Diniz. Independentemente do vencedor, a final projeta repercussões diretas na corrida por vagas continentais de 2026 e no mercado de transferências, que abre logo após o apito final.
Com informações de ESPN Brasil