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    OPINIÃO: Perdeu Mundial, mas um dia ganhará; Flamengo é o mais próximo que Brasil já teve da Champions

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    Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2025 – O Flamengo voltou a flertar com o título mundial, mas ficou novamente no quase: perdeu para o Paris Saint-Germain na decisão da Copa Intercontinental. Mesmo sem a taça, o resultado reforça a análise de que o clube rubro-negro é, hoje, o projeto mais próximo do padrão Champions League que o futebol brasileiro já apresentou.

    Por que o vice mundial reforça a evolução rubro-negra

    O revés contra um dos elencos mais caros do planeta evidencia dois pontos centrais:

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    • Competitividade: foi a segunda final intercontinental do Flamengo em três anos, mostrando consistência em torneios internacionais.
    • Equilíbrio tático: apesar do 2 × 1 para o PSG, a equipe carioca sustentou 48% de posse e finalizou 10 vezes, números raros para sul-americanos diante de europeus na era pós-2010.

    Raio-X financeiro: quanto custa brigar com a elite

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    Receita operacional 2024: R$ 1,34 bilhão (maior do país, segundo balanço publicado em abril de 2025).
    Valor de mercado do elenco (Transfermarkt, dez/25): € 205 milhões – o dobro do segundo plantel mais valioso do Brasil.
    Massa salarial anual: cerca de R$ 560 milhões – ainda distante dos € 700 milhões do PSG, mas quatro vezes superior à média da Série A.

    Comparativo histórico: quem chegou perto antes

    O São Paulo de Telê (1992-93) e o Santos de 2011 são referências nacionais em finais globais, mas em contextos diferentes:

    Equipe Adversário Europeu Valor do elenco adversário* Resultado
    São Paulo 1992 Barcelona ≈ € 90 mi São Paulo 2 × 1
    São Paulo 1993 Milan ≈ € 110 mi São Paulo 3 × 2
    Santos 2011 Barcelona ≈ € 600 mi Barcelona 4 × 0
    Flamengo 2025 PSG ≈ € 1,05 bi PSG 2 × 1

    *Valores convertidos para a cotação atual, apenas para efeito comparativo.

    A engrenagem fora de campo: gestão, torcida e bastidores

    Três pilares ajudam a explicar por que o Flamengo se mantém competitivo:

    1. Governança: desde 2013, o clube registra superávits ininterruptos – cenário inédito na elite brasileira.
    2. Marca nacional: pesquisas Datafolha apontam 21% da preferência de torcedores no país, a maior fatia individual.
    3. Influência institucional: presença ativa na Libra (liga em formação) e na Conmebol garante voto de peso em calendários e premiações.

    Impacto para 2026: onde ainda falta evoluir

    A diretoria identificou dois pontos de ajuste para transformar vice em título:

    • Profundidade defensiva: dos 46 jogos de 2025, a zaga titular foi mantida em apenas 29; reforços para a quarta zaga e lateral direita estão no radar.
    • Gestão de carga: o Flamengo disputou 79 partidas no ano. Estudos internos mostram queda de 13% na média de ações de alta intensidade a partir de setembro; exigência de elenco mais largo é consenso.

    No calendário, a pré-temporada voltará a incluir amistosos na Europa – oportunidade de ganhos financeiros e de exposição a estilos de jogo que o time encontra no Mundial.

    Conclusão prospectiva: a derrota para o PSG freia o sonho do bicampeonato mundial, mas confirma que a estratégia rubro-negra — baseada em receita alta, elenco caro e intercâmbio internacional — mantém o clube na primeira fila para voltar à decisão em 2026. A janela de transferências de janeiro será decisiva para saber se o Flamengo transformará quase em conquista.

    Com informações de ESPN Brasil

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