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    CEO do Grêmio cobra ‘união’ dos times para evitar que Flamengo vire o Bayern no Brasileirão

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    Porto Alegre (19.dez.2025) – Em entrevista ao portal GZH, o CEO do Grêmio, Alex Leitão, cobrou “união política e comercial” entre os clubes da Série A para evitar que o Flamengo repita no futebol brasileiro a supremacia que o Bayern de Munique exerce na Bundesliga. A fala acontece em meio às divergências de modelo de distribuição dos direitos de transmissão dentro do bloco Libra e após o Rubro-Negro contestar judicialmente repasses ao restante dos filiados.

    Por que o tema voltou aos holofotes?

    A discussão sobre receitas de TV ganhou novo capítulo quando o Flamengo, em novembro, obteve liminar para bloquear repasses do contrato coletivo da Libra. Embora a decisão tenha sido revertida, o episódio reforçou o debate acerca de percentuais de divisão – hoje discutem-se formatos que vão de 40-30-30 (cota fixa, desempenho esportivo e audiência) a modelos mais equalitários.

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    O paralelo com o Bayern: números que sustentam a preocupação

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    Entre 2013 e 2023 o Bayern foi campeão alemão em 11 temporadas consecutivas. A dominância se apoia, em grande parte, na diferença de receita: segundo a Deloitte Football Money League 2024, o clube de Munique faturou € 744 mi na temporada 2022/23, quase o dobro do segundo colocado alemão.

    No Brasil, a distância também é evidente:

    • Flamengo – receita operacional 2023 estimada em R$ 1,11 bi.
    • Palmeiras – R$ 821 mi.
    • Grêmio – R$ 525 mi (ano de retorno à Série A).

    Se o rateio de TV reforçar essa vantagem, a assimetria tende a crescer – exatamente o cenário apontado por Leitão.

    Libra x Forte Futebol: onde Grêmio e Flamengo divergem

    Flamengo prega remuneração proporcional à audiência e performance, argumento amparado em seus altos índices de ibope e engajamento digital.
    Grêmio e outros clubes defendem limite para que diferença de cota não ultrapasse 3 vezes entre o maior e o menor participante, a fim de manter o campeonato competitivo.
    • Leitão descarta boicote esportivo do Fla (“não vai jogar contra sub-20”), mas vê risco de “liga esvaziada” caso não haja pacto comercial.

    Raio-X do equilíbrio esportivo recente

    Últimos campeões do Brasileirão (2016-2024):

    • 2016 – Palmeiras
    • 2017 – Corinthians
    • 2018 – Palmeiras
    • 2019 – Flamengo
    • 2020 – Flamengo
    • 2021 – Atlético-MG
    • 2022 – Palmeiras
    • 2023 – Palmeiras
    • 2024 – em andamento

    Ainda sem hegemonia semelhante à do Bayern, o Brasileirão apresenta quatro campeões diferentes em nove anos, sinal de competitividade que corre risco, segundo o executivo gremista, se a disparidade financeira crescer.

    Próximos passos e impactos projetados

    1. Negociação coletiva: a Libra promete nova rodada de votação em janeiro para definir o modelo definitivo de rateio.
    2. Aprovação da Liga Forte União: bloco que reúne clubes fora da Libra também pressiona por divisão mais isonômica, o que pode forçar uma “convergência” entre as duas frentes.
    3. Calendário 2026: contratos de TV atuais encerram-se ao fim de 2025 para a maioria dos clubes; um acordo até março é considerado estratégico para planejar pré-temporada e janela de transferências.

    Conclusão: As declarações de Alex Leitão reforçam a urgência de um consenso sobre direitos de transmissão antes que a vantagem econômica do Flamengo se consolide. O desfecho das próximas assembleias da Libra indicará se o Brasileirão mantém o atual nível de competitividade ou caminha para um cenário de domínio prolongado – assunto que deve esquentar a pré-temporada e impactar diretamente o planejamento financeiro de 2026.

    Com informações de ESPN.com.br

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