Juary, o lépido artilheiro santista – Santos Futebol Clube

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São Paulo, 16 de junho de 2026 – Ídolo histórico do Santos Futebol Clube, o ex-atacante Juary Jorge dos Santos Filho completa 67 anos nesta terça-feira. Natural de São João de Meriti (RJ), o “lépido artilheiro” construiu trajetória marcante na Vila Belmiro entre 1976 e 1979 – com breve retorno em 1989 –, conquistou o Campeonato Paulista de 1978 e celebrou, no exterior, a Liga dos Campeões de 1986/87 pelo Porto.

Da Baixada Fluminense à Vila Belmiro: ascensão meteórica

Apontado por um vizinho que atuava no juvenil santista, Juary chegou ao Santos aos 14 anos, passou pelos alojamentos do Estádio Urbano Caldeira e assinou contrato profissional aos 17. A estreia ocorreu em 27 de maio de 1976, em amistoso contra o Volta Redonda. Mesmo em um clube que enfrentava crise financeira naquela temporada, o atacante chamou atenção pela velocidade (1,66 m, 66 kg) e oportunismo.

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Meninos da Vila e o título paulista de 1978

A consolidação veio sob o comando de Chico Formiga. Integrado ao grupo que ficaria conhecido como Meninos da Vila, Juary marcou 29 dos 64 gols santistas no Campeonato Paulista de 1978 – 45,3 % de participação direta –, liderando o time rumo ao título estadual após 12 anos de jejum. A comemoração em volta da bandeirinha de escanteio virou marca registrada e símbolo do DNA agressivo daquele elenco.

Europa, gols decisivos e glória continental

Negociado em dezembro de 1979 por 13 milhões de cruzeiros, Juary passou por Universidad Guadalajara (MEX) e clubes italianos antes de chegar ao Porto. Foi lá que viveu o ápice: saindo do banco, marcou o gol da virada sobre o Bayern de Munique na final da Champions League 1986/87. Meses depois, levantou o Mundial Interclubes diante do Peñarol.

Raio-X de Juary

  • Partidas pelo Santos: 229
  • Gols pelo Santos: 101 (23.º maior artilheiro do clube)
  • Títulos principais: Paulista 1978 (SFC), Champions 1986/87 e Mundial 1987 (Porto)
  • Gols na final da Champions: 1 (gol da vitória 2 x 1 contra o Bayern)

Legado e impacto no Santos atual

Aos 67 anos, Juary segue influente. Entre 2015 e 2016, trabalhou na base santista ao lado do ex-companheiro João Paulo, reforçando a cultura ofensiva do clube. O histórico de revelação interna e venda ao exterior serve de case para a atual diretoria, que busca equilibrar finanças apostando em jovens talentos — estratégia que rendeu R$ 385 mi em transferências desde 2020.

No aspecto tático, o perfil de atacante leve e incisivo de Juary inspira a atual comissão técnica, que procura um “9 móvel” para 2027. Os dados mostram que o Santos finalizou 13,4 vezes por jogo no Brasileirão 2025, mas converteu apenas 11 % das chances claras — índice distante dos 29 gols de Juary em 42 partidas do Paulista 78 (média de 0,69 por jogo).

Próximos passos: a direção estuda trazer ex-ídolos para palestras periódicas no CT Rei Pelé, e Juary é cotado para participar do projeto já no segundo semestre. A tendência é que seu exemplo de explosão curta e senso de colocação seja utilizado no desenvolvimento de atacantes sub-17, mirando o Brasileirão 2028.

Ao completar 67 anos, Juary reforça a máxima de que a história santista é construída por garotos ousados que, ao ganhar espaço, transformam o clube e deixam lições duradouras. O próximo capítulo pode ser justamente usar essa bagagem na formação da nova safra alvinegra — um movimento que mantém viva a tradição dos Meninos da Vila e ajuda o Santos a projetar um ataque mais eficiente nos campeonatos que virão.

Com informações de Santos Futebol Clube

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