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    Reforços, SAF, Guilherme sem clima e futuro de Brazão: Marcelo Teixeira passa a limpo 2026 do Santos à ESPN

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    Quem: Marcelo Teixeira, presidente do Santos; O quê: explicou o plano de contratações pontuais, avanço da SAF, possível saída de Guilherme e situação contratual de Brazão e Neymar; Quando: entrevista concedida em 19 de dezembro de 2025; Onde: à ESPN; Por quê: para explicar o planejamento do clube que lutou contra o rebaixamento, mas garantiu vaga na CONMEBOL Sul-Americana 2026.

    Contratações pontuais e utilização da base

    Segundo Marcelo Teixeira, embora a folha salarial siga “alta para os padrões” do clube, o Peixe pretende se reforçar apenas nos pontos mais carentes. O dirigente lembrou que em 2024 houve acordo para redução de vencimentos e que o reajuste de 2025 elevou novamente os custos. A estratégia para 2026 combina contratações cirúrgicas e promoção de atletas formados no CT Rei Pelé, prática que tem sido fundamental para equilibrar as contas do Santos desde 2023.

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    Guilherme próximo do Houston Dynamo: reposição obrigatória no ataque

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    O atacante Guilherme está a uma assinatura de trocar a Vila Belmiro pelo Houston Dynamo. Além do desgaste com a torcida, o jogador admitiu ao presidente que não suportava mais a pressão. A saída abre espaço para um novo ponta — posição que soma apenas dois nomes de origem no elenco principal. Em 2025, Guilherme participou de 41% dos minutos possíveis na Série A e terminou com seis gols e quatro assistências, números que, embora não empolguem, eram os melhores entre os extremos do plantel.

    SAF e Nova Arena em fase final de ajustes

    Teixeira confirmou que os dois projetos mais estruturantes do clube — Sociedade Anônima do Futebol e o novo estádio — seguem “bem evoluídos” e serão submetidos ao Conselho Deliberativo. A expectativa é iniciar as obras no meio de 2026, obrigando o Santos a mandar partidas em São Paulo. Morumbis, Allianz Parque, Neo Química Arena e Pacaembu são as praças em negociação, com preferência pelo primeiro devido à maior capacidade e logística.

    Brazão, Neymar e Gabigol: status de mercado

    Brazão: o goleiro tem vínculo até dezembro de 2028 e, mesmo sondado pelo Flamengo, manifestou desejo de permanecer. Ele é considerado peça da “espinha dorsal” e participou de 37 dos 38 jogos do Brasileirão 2025, sendo o quarto atleta de linha defensiva com mais minutos na competição.

    Neymar: contrato termina em dezembro de 2025, mas o presidente confia em renovação até a Copa do Mundo de 2026. Internamente, o craque é visto como peça de marketing e liderança técnica — participa em média de um gol a cada 115 minutos desde o retorno.

    Gabigol: descartado. O alto investimento necessário para tirá-lo do Cruzeiro afasta o Santos neste momento, prioridade redirecionada a posições carentes e à saúde financeira do clube.

    Raio-X do elenco e das finanças

    Defesa: sofreu 48 gols no Brasileirão 2025, 10ª marca mais vazada. Necessita de lateral direito reserva e um zagueiro pela esquerda.

    Meio-campo: 82% dos minutos foram compartilhados por quatro jogadores formados na base. Um volante de maior estatura está na lista de reforços.

    Ataque: com a possível saída de Guilherme, o Santos perde 27% dos dribles bem-sucedidos da equipe. Um ponta desequilibrante e um centroavante de mobilidade estão no radar.

    Folha salarial: voltou ao patamar de 2023 após o reajuste prometido ao elenco. A diretoria mira redução de 12% para se adequar ao orçamento previsto caso a SAF não seja aprovada até o segundo semestre.

    Impacto projetado para 2026

    Se a SAF for aprovada ainda no primeiro trimestre, o Santos pode receber um aporte imediato que destrava a contratação de um atacante de ponta e acelera as obras da arena. Caso contrário, o clube dependerá da venda de Guilherme e de eventuais bônus de performance na Sul-Americana para equilibrar o caixa. A permanência de Neymar e Brazão garantiria estabilidade técnica, mas exigirá criatividade para manter a folha sob controle. O desenho final do elenco deve começar a ganhar forma já em janeiro, quando o mercado internacional reabre.

    Com um calendário que inclui Paulista, Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana, o Santos precisa encaixar até 68 partidas em 2026. Contratações pontuais, gestão física dos veteranos e evolução dos jovens formam o tripé que determinará se o clube deixará para trás os flertes com o rebaixamento e retomará o protagonismo nacional.

    Com informações de ESPN Brasil

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