São Paulo (SP) – A juíza Camila Rodrigues Borges de Azevedo, da 19ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, condenou o Sport Club Corinthians Paulista a pagar R$ 11,37 milhões ao zagueiro Gil por pendências de direitos de imagem referentes a julho-dezembro de 2023 e valores remanescentes da primeira passagem do atleta pelo clube.
Entenda a condenação e os valores em aberto
Segundo o processo, a soma milionária engloba:
- Direitos de imagem não quitados no segundo semestre de 2023;
- Resíduo financeiro que ficou pendente após a saída de Gil em 2016, quando o defensor foi negociado com o Shandong Taishan (então Shandong Luneng) da China.
Gil, que retornou ao clube em 2019 e encerrou seu segundo ciclo em dezembro de 2023, acionou a Justiça amparado pelos registros contratuais.
Impacto financeiro em meio ao transferban
O Corinthians já enfrenta um transferban imposto pela FIFA por dívidas com clubes estrangeiros e jogadores. A diretoria alvinegra projeta quitar os principais débitos — estimados no balanço de 2023 em cerca de R$ 1,9 bilhão — até o fim de 2025. O desembolso adicional de R$ 11,37 milhões:
- Eleva a pressão sobre o fluxo de caixa a curto prazo;
- Pode retardar acordos com credores externos, mantendo o impedimento de registrar novos atletas;
- Exige replanejamento orçamentário para salários e manutenção do elenco atual.
Raio-X de Gil no Corinthians
Partidas: 444 (435 como titular)
Aproveitamento: 185 vitórias, 145 empates, 110 derrotas
Títulos conquistados: Brasileiro 2015, Paulista 2015, 2019, 2022
Tempo total de casa: 7 anos e meio
Com esses números, Gil figura entre os 15 atletas que mais vezes vestiram a camisa corinthiana. A ação judicial, porém, mostra que a relação histórica não impediu a cobrança formal de direitos trabalhistas.
Imagem: Reprodução.
O que muda no planejamento até 2025
Para evitar sanções adicionais e tentar suspender o transferban, o Corinthians deve:
- Priorizar acordos judiciais e extrajudiciais com ex-jogadores;
- Buscar novas fontes de receita (naming rights de setores da Neo Química Arena, acordos de mídia e patrocínio);
- Reduzir a folha salarial, apostando em elenco mais enxuto e atletas da base.
A quitação com Gil tende a ser parcelada, mas cada parcela impacta diretamente o limite operacional do clube na temporada 2024, inclusive no mercado da próxima janela internacional.
Conclusão prospectiva: O pagamento de R$ 11,37 milhões a Gil reforça o desafio financeiro do Corinthians e coloca em evidência a urgência de renegociar dívidas para recuperar a capacidade de inscrição de reforços. O desfecho desse e de outros processos será decisivo para o planejamento esportivo de 2025 e para a permanência competitiva do clube nas principais competições nacionais.
Com informações de Sou Timão