Quem: Cruzeiro Esporte Clube
O quê: disputará a Copa Libertadores de 2026 e já conhece seu pote no sorteio da fase de grupos
Quando: sorteio acontecerá no primeiro trimestre de 2026 (data a ser confirmada pela Conmebol)
Onde: sede da Conmebol, em Luque, Paraguai
Por quê: a posição de 29º no Ranking da Conmebol colocou a equipe no pote 2, definindo as faixas de possíveis adversários
Como o ranking da Conmebol definiu o Cruzeiro no pote 2
O ranking anual da Conmebol leva em conta desempenho recente em competições sul-americanas, histórico desde 1960 e títulos domésticos dos últimos dez anos. Nele, o Cruzeiro aparece em 29º lugar entre 256 clubes avaliados. O critério estabelece oito cabeças de chave distribuídos no pote 1: três brasileiros (Palmeiras, Flamengo e Fluminense), dois argentinos (Boca Juniors mais o melhor classificado via ranking, neste caso o próprio Boca, pois o River não se classificou), dois uruguaios (Peñarol e Nacional) e dois equatorianos (LDU e Independiente del Valle). Assim, a Raposa acabou no pote 2, evitando automaticamente qualquer confronto com os times ali posicionados.
Restrições e oportunidades do sorteio
Pelo regulamento da Libertadores, clubes do mesmo país não se enfrentam na fase de grupos, salvo se um deles chegar via fases preliminares (caso de Botafogo e Bahia em 2026). Isso significa que, mesmo sem ser cabeça de chave, o Cruzeiro não encontrará Flamengo, Palmeiras, Fluminense ou Corinthians nesta etapa. Em contrapartida, pode cair na mesma chave de campeões continentais como Boca Juniors-ARG, Peñarol-URU, Nacional-URU ou LDU-EQU.
Raio-X dos potes e potenciais rivais
Pote 1 (cabeças de chave): Palmeiras, Flamengo, Boca Juniors-ARG, Peñarol-URU, Nacional-URU, LDU-EQU, Fluminense e Independiente del Valle-EQU.
Pote 2 (onde está o Cruzeiro): Libertad-PAR, Estudiantes-ARG, Cerro Porteño-PAR, Lanús-ARG, Corinthians, Bolívar-BOL, Cruzeiro e Universitario-PER.
Pote 3: Junior Barranquilla-COL, Universidad Católica-CHI, Independiente Santa Fe-COL, Rosario Central-ARG, Always Ready-BOL, Coquimbo Unido-CHI, Deportivo La Guaira-VEN e Cusco-PER.
Pote 4: Universidad Central-VEN, Platense-ARG, Independiente Rivadavia-ARG, Mirassol-BRA, além das quatro vagas provenientes da repescagem (Botafogo-BRA, Bahia-BRA e dois outros clubes ainda indefinidos).
Imagem: Divulgação
Impacto tático e logístico para a temporada celeste
Ser sorteado contra um cabeças de chave tradicional elevará o nível de exigência técnica logo no início do ano. Viagens longas — como para Quito (LDU) ou La Paz (Bolívar, caso saia do pote 2) — impõem desafios de aclimatação e gestão de elenco. Por outro lado, evitar clássicos nacionais permite ao técnico construir a campanha sem a pressão extra dos duelos domésticos já na fase de grupos.
O que significa o retorno à Libertadores para o Cruzeiro
Esta será a primeira participação do clube mineiro no torneio desde 2019. Bicampeão continental (1976 e 1997), o Cruzeiro volta ao cenário sul-americano após terminar o Brasileirão de 2025 na terceira colocação. A presença no pote 2 mantém vivas as chances de um grupo equilibrado e coloca o time em posição de brigar por liderança, algo que pesa na definição do mando de campo das oitavas.
Próximos passos: o departamento de análise de desempenho já trabalha com possíveis cenários de grupo para otimizar logística, estudar adversários de alta altitude e mapear padrões ofensivos de equipes como Boca Juniors e Peñarol. O sorteio oficial definirá o calendário, mas a fase de grupos está prevista para começar em abril de 2026.
Com a confirmação do pote e a lista de rivais possíveis, a Raposa terá cerca de três meses para ajustar o elenco na janela de transferências, calibrar o sistema tático e chegar pronta para buscar novamente o protagonismo continental.
Com informações de Diário Celeste