Belo Horizonte (MG) – O Atlético-MG está a poucos detalhes de anunciar Renan Lodi, lateral-esquerdo de 27 anos, como primeiro reforço para a temporada 2026. Livre desde setembro, quando rescindiu com o Al-Hilal, o ex-seleção brasileira deve firmar contrato de cinco anos para suprir a principal lacuna do elenco alvinegro.
Por que Renan Lodi virou prioridade no Galo
A lateral esquerda tornou-se setor sensível no Atlético depois da venda de Rubens ao futebol russo. Desde então, Guilherme Arana não conta com um concorrente do mesmo nível técnico, e as tentativas com Caio Paulista não trouxeram a solidez esperada. A diretoria enxergou em Lodi um perfil capaz de:
- Entregar intensidade física semelhante à de Arana, mantendo o padrão de construção pelo corredor esquerdo;
- Oferecer profundidade ofensiva – característica-chave no modelo de jogo que prioriza laterais projetados;
- Cumprir função híbrida na fase defensiva, algo exigido pelo técnico ao recuar o lateral para formar linha de três na saída de bola.
Raio-X de Renan Lodi
Clubes anteriores: Athletico-PR, Atlético de Madrid, Nottingham Forest, Olympique de Marselha, Al-Hilal.
Números na carreira profissional*
- Jogos: 309
- Gols: 21
- Assistências: 29
- Títulos de destaque: Sul-Americana 2018, Copa do Brasil 2019, LaLiga 2020/21
- Seleção Brasileira: 19 partidas (estreia em 2019)
*Dados somados a partir dos registros oficiais de cada clube
Disputa interna: Arana x Lodi e a versatilidade na escalação
Com a chegada de Lodi, o Atlético ganha a possibilidade de rodar o elenco sem queda de desempenho. Três cenários passam a ser viáveis:
- Revezamento puro – cada um assume a posição em momentos distintos do calendário, diminuindo risco de desgaste físico.
- Arana como meia – opção já testada pontualmente, liberando o camisa 13 para atuar por dentro enquanto Lodi ocupa a faixa lateral.
- Esquema com três zagueiros – Lodi e Arana simultâneos como alas, ampliando a profundidade pelos dois corredores.
Aspectos financeiros e duração do vínculo
O acerto de cinco anos estende o compromisso até o fim de 2030, diluindo luvas e bônus ao longo do contrato — estratégia que não fere o limite anual de folha. Como o atleta está livre, a negociação envolve apenas luvas de assinatura e salário, evitando custos de transferência.
Imagem: Reprodução
O que muda para 2026
Em 2025, o Galo sofreu 41 gols no Brasileirão, 38% deles em jogadas iniciadas pelo lado esquerdo. Com Lodi, a comissão técnica projeta:
- Reduzir esse índice abaixo de 25%;
- Aumentar em 0,15 xG por jogo na criação de chances pela esquerda;
- Ganhar variantes táticas para Libertadores e Copa do Brasil, torneios onde o desgaste é maior.
Próximos passos: dirigentes esperam concluir exames médicos e assinatura até a abertura oficial da janela, permitindo que Lodi faça a pré-temporada integral com o grupo.
Se confirmada, a chegada do lateral reconfigura a hierarquia do elenco e fortalece o planejamento a longo prazo. O Galo passará a ter duas peças de nível de seleção para a mesma faixa do campo — um cenário que pode impulsionar o desempenho defensivo e ofensivo já nos primeiros jogos de 2026. A evolução da negociação e a adaptação do jogador serão determinantes para validar essa expectativa.
Com informações de Fala Galo