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    Como ‘apagão’ de internet quase atrapalhou chegada de Carlo Ancelotti à seleção brasileira

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    São Paulo, 24 de dezembro de 2025 – Um apagão de internet em Portugal e na Espanha, no mesmo dia em que Carlo Ancelotti deveria assinar contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), quase inviabilizou a confirmação do italiano como técnico da Seleção que buscará o hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026. A revelação é do empresário Diego Fernandes, intermediário da negociação, em entrevista ao jornal inglês “Daily Mail”.

    Falha de conexão na hora decisiva

    Segundo Fernandes, o documento seria assinado on-line em 12 de maio de 2025. No entanto, uma interrupção nos serviços de internet atingiu Portugal e Espanha justamente quando os advogados de Ancelotti, baseados em Madri, aguardavam o retorno eletrônico de Londres, onde o treinador e o empresário estavam reunidos.

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    Passamos o dia todo sem conseguir a assinatura”, relatou o agente. O telefone do treinador não parava de tocar, acrescentou ele, gerando receio de que a oportunidade se perdesse para ofertas mais lucrativas do futebol saudita.

    Davide Ancelotti e Zico: as peças-chave do acordo

    O primeiro contato de Fernandes foi com Davide Ancelotti, filho e então auxiliar do treinador no Real Madrid, que concordou em apresentar o empresário ao pai. A partir daí, as conversas avançaram mesmo com Ancelotti ainda cumprindo o último ano de vínculo no clube espanhol.

    Outro personagem decisivo foi Zico. Ídolo eterno da Seleção e adversário de Ancelotti nos anos 1980, o ex-camisa 10 participou de um jantar em Madri para “patrocinar” o projeto. A relação histórica entre os dois serviu de aval emocional: Ancelotti recordou quando, ainda jogador da Roma, passou 85 minutos anulando Zico e, em um lance, viu o brasileiro dominar no peito e marcar o gol da vitória da Udinese.

    Raio-X de Carlo Ancelotti

    Palmarés relevante

    • 4 títulos da UEFA Champions League como técnico (2003, 2007, 2014 e 2022).
    • Campeão nacional em cinco das “Big 5”: Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha.

    Desafio na Seleção Brasileira

    • Brasil não conquista a Copa do Mundo desde 2002.
    • No último Mundial (2022), a equipe caiu nas quartas de final para a Croácia nos pênaltis após empate por 1-1.
    • Sob Tite, a Seleção sofreu apenas 3 gols em cinco jogos, mas faltou eficiência na decisão por pênaltis (aproveitamento de 25%).

    Ancelotti, conhecido pela gestão de elenco e adaptação tática, chega para potencializar a geração liderada por Vinícius Júnior (seu comandado no Real Madrid), Rodrygo e Lucas Paquetá, apostando em transições rápidas e controle de posse.

    Impacto estratégico rumo a 2026

    Com contrato até o fim da Copa do Mundo de 2026 e negociações para extensão já em andamento, Ancelotti tem dois ciclos críticos à frente:

    1. Eliminatórias Sul-Americanas – A campanha retomará em março de 2026: cada ponto determinará o posicionamento no pote de sorteio da FIFA.
    2. Copa América 2026 (Estados Unidos) – Último torneio competitivo antes do Mundial e laboratório para consolidar a filosofia do treinador.

    Internamente, a CBF prevê integrar Davide Ancelotti na comissão técnica, garantindo continuidade metodológica e sucessão natural, caso um novo ciclo pós-2026 seja confirmado.

    Conclusão prospectiva

    O episódio do apagão de internet ilustra como detalhes logísticos podem afetar negociações de alto impacto esportivo. Superada a falha de conexão, Ancelotti iniciou o planejamento com o objetivo claro de corrigir o histórico recente de eliminações nas quartas e levar o Brasil ao sexto título. A primeira lista de convocados em 2026 e a performance na Copa América servirão de termômetro para saber se a aposta da CBF – quase abortada por um blackout – terá retorno dentro de campo.

    Com informações de ESPN Brasil

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