Quem: Jonathan Calleri e Boca Juniors. O quê: clube argentino volta a incluí-lo como prioridade. Quando: planejamento para a temporada 2026. Onde: Buenos Aires/São Paulo. Por quê: Riquelme busca um camisa 9 de alto rendimento e vê no ex-atacante xeneize perfil ideal.
Por que Calleri entrou (de novo) na mira de Riquelme
Segundo a imprensa argentina, o Boca Juniors listou três nomes para o comando de ataque em 2026: Jonathan Calleri (São Paulo), Pablo Vegetti (Vasco) e Matías Arezo (Peñarol). A preferência recai sobre o argentino de 30 anos, que deixou boas impressões em La Bombonera entre 2016 e 2017.
Além do histórico positivo, Riquelme entende que Calleri preenche a carência de um centroavante de mobilidade, capaz de entregar pressão na saída adversária — característica valorizada desde a chegada do técnico Diego Martínez.
Memória xeneize: desempenho de Calleri no Boca
• 59 jogos oficiais
• 23 gols
• 1 assistência
• 0,41 gol por partida
Na Copa Libertadores de 2016, foi o artilheiro do time com 9 gols, rendimento que elevou sua cotação no mercado sul-americano.
Raio-X recente de Calleri no São Paulo
• Chegadas: janeiro/2022 (segunda passagem)
• Jogos desde o retorno: 173*
• Gols: 66*
• Títulos: Copa do Brasil 2023
• Minutos por gol em 2023: 167
*dados públicos até o fim da temporada 2023
No modelo de jogo de Luis Zubeldía, o camisa 9 é responsável não só pela finalização, mas também por atuar como primeiro defensor, algo que se encaixa na filosofia de intensidade do Boca.
Imagem: Internet
Posição do São Paulo: “não está à venda”
O presidente Julio Casares, cujo mandato vai até dezembro de 2026, considera Calleri um dos três líderes técnicos e de vestiário ao lado de Lucas Moura e Rafael. Internamente, a próxima janela de transferências (meados de 2025) não será usada para negociar o atacante. Uma eventual saída só seria discutida mediante proposta que cubra a multa – estimada em 15 milhões de euros – e substituto de mesma prateleira técnica.
Impacto possível para 2026
Se o Boca insistir, o Tricolor terá de equilibrar finanças e competitividade. Em 2023, o clube paulista gastou 54% da receita anual com folha salarial — índice que deve subir com renovações. Uma venda de Calleri aliviaria o caixa, mas abriria lacuna de 0,35 gol/jogo no Brasileirão, número acima da média entre camisas 9 nacionais.
Conclusão prospectiva: o interesse xeneize lança uma sombra sobre o planejamento tricolor de médio prazo. A diretoria do São Paulo terá de construir alternativas internas ou mapear o mercado para o caso de uma investida formal em 2026. Até lá, cada gol de Calleri no Morumbi fortalecerá tanto o São Paulo quanto o argumento financeiro do Boca para tentar repatriá-lo.
Com informações de Nação Tricolor