SANTOS, 5 de janeiro de 2026 – O atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, foi apresentado nesta segunda-feira no salão de mármore da Vila Belmiro como novo camisa 9 do Santos FC, após sete temporadas longe do clube que o revelou. A volta acontece a pedido do jogador, de sua família e do técnico Juan Pablo Vojvoda, mirando reforçar o sistema ofensivo já na estreia do Paulistão, dia 10, contra o Novorizontino.
Por que o Santos repatria Gabigol justo agora?
O time da Baixada encerrou a temporada passada com média de 1,08 gol por jogo no Campeonato Brasileiro, a 16ª pior marca da competição. A diretoria identificou a necessidade de um finalizador de alto índice de conversão em pequenas áreas. Gabigol, mesmo em fase considerada “abaixo” no Cruzeiro, terminou 2025 como vice-artilheiro celeste com 11 gols em 1.549 minutos – média de um gol a cada 140 minutos.
Encaixe tático na equipe de Vojvoda
• Função híbrida: Vojvoda costuma alternar entre o 4-3-3 e o 3-4-3. No primeiro modelo, Gabigol atua como 9 de referência, permitindo extremas de velocidade (ocupações possíveis: Lucas Braga e Pedrinho) atacarem os intervalos.
• Pressão pós-perda: O argentino exige que o centroavante seja o primeiro defensor. Em 2025, Gabigol registrou PPDA* de 8,7 no Cruzeiro, indicador compatível com a filosofia de Vojvoda.
• Conexão com Neymar: Embora sem data definida, a diretoria mantém diálogo aberto para que Neymar, em recuperação no Al-Hilal, possa reforçar o clube no segundo semestre. Ambos atuaram juntos em amistosos da Seleção em 2022 e 2023, somando quatro participações diretas em gol.
Raio-X do reforço
Gabigol 2025 (Cruzeiro)
• Jogos: 34
• Minutos em campo: 1.549
• Gols: 11
• Assistências: 3
• Finalizações certas por 90’: 1,9
• Expected Goals (xG) por 90’: 0,42
*Fonte: StatsBomb
Calendário imediato e impacto projetado
O Paulistão 2026 terá fase de grupos reduzida; cada partida vale peso dobrado na briga por vaga às quartas. Com Gabigol liberado no BID, Vojvoda planeja utilizá-lo já contra o Novorizontino para acelerar entrosamento. Na Copa do Brasil, o Santos estreia em fevereiro – competição que rende R$ 2,25 milhões apenas na 1ª fase, verba que o clube conta recuperar após investir cerca de R$ 18 milhões no pacote salarial e luvas do atacante.
Imagem: Internet
No Brasileirão, a projeção estatística da empresa FiveThirtyEight aponta que um time que eleve seu gols esperados em 0,3 por jogo tende a ganhar de seis a oito pontos na tabela ao longo da temporada. Se Gabigol repetir a média de xG de 0,42, o Santos pode trocar a zona média pela disputa direta por G-8, chave para retorno à Libertadores.
Conclusão prospectiva
A repatriação de Gabigol atende a uma carência ofensiva imediata e se encaixa no modelo de intensidade de Vojvoda. Caso o atacante confirme as métricas de finalização apresentadas mesmo em fase instável no Cruzeiro, o Santos ganha poder de fogo para o Paulistão e adiciona variáveis importantes a seu algoritmo de pontos no Brasileirão. A estreia de sábado servirá de termômetro para mensurar quão rápido a equipe absorverá a nova referência de ataque — dado que poderá redefinir metas internas de classificação continental ainda neste primeiro trimestre.
Com informações de ESPN.com.br