Pisa e Atalanta se enfrentam nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, às 20h45 (horário local), na Cetilar Arena, abrindo a 21ª rodada da Série A. Os toscanos de Alberto Gilardino tentam encerrar uma sequência de nove partidas sem vitória, enquanto o time de Raffaele Palladino busca o quarto triunfo consecutivo para consolidar lugar na zona europeia. O confronto também marca a primeira convocação de Giacomo Raspadori, recém-chegado do Atlético de Madrid, que começa no banco dos visitantes.
Por que o duelo importa para cada lado
• Pisa: último triunfo foi em 7 de novembro (1-0 sobre a Cremonese). A falta de resultados empurrou o clube para a parte baixa da tabela, aumentando a pressão por pontos em casa.
• Atalanta: vive fase positiva – cinco vitórias nas últimas seis partidas –, mas carrega um incômodo tabu: não vence times recém-promovidos desde 25 de janeiro de 2025 (2-1 no Como), acumulando três empates e duas derrotas desde então.
Como chegam as equipes
Pisa: 4 empates e 5 derrotas nos últimos nove jogos, média de 1,8 gol sofrido por partida. A equipe perdeu o poder de contenção que lhe garantiu quatro jogos sem sofrer gols nas primeiras 11 rodadas.
Atalanta: sequência de três vitórias e cinco triunfos em seis compromissos de Série A. O treinador Palladino mantém rotações mínimas, pensando também no duelo de Champions League contra o Athletic Bilbao, mas reforça a “partida a partida” como mantra.
Escalações iniciais
Pisa (3-4-2-1): Scuffet; Calabresi, Canestrelli, Coppola; Touré, Aebischer, Marin, Angori; Moreo, Tramoni; Meister. Técnico: Gilardino.
Atalanta (3-4-2-1): Carnesecchi; Scalvini, Hien, Ahanor; Musah, De Roon, Pasalic, Bernasconi; De Ketelaere, Zalewski; Scamacca. Técnico: Palladino.
Chave tática: espelho 3-4-2-1
O sistema idêntico facilita duelos individuais em toda a largura do campo. Gilardino orienta pressão alta para travar a saída de três zagueiros da Dea, evidenciada já aos 3 minutos de jogo. A Atalanta, por sua vez, aposta na circulação rápida para atrair o Pisa e acionar a mobilidade de De Ketelaere e Zalewski entre linhas.
Raio-X em números
• 9 – jogos sem vencer do Pisa (4E, 5D).
• 5 – vitórias da Atalanta nas últimas 6 rodadas.
• 1,8 – média de gols sofridos pelo Pisa nos nove jogos recentes.
• 0 – vitórias da Atalanta sobre neopromovidos desde jan/25 (3E, 2D).
• 4 – clean sheets do Pisa nas 11 primeiras rodadas; nenhum nos nove jogos seguintes.
Imagem: Internet
O peso da chegada de Raspadori
Contratado junto ao Atlético de Madrid, Raspadori soma versatilidade: pode atuar centralizado ou aberto e oferece mobilidade diferencial a Scamacca. Em 2024/25, o atacante teve 0,34 xG por 90 minutos em La Liga, índice que o coloca no perfil do “segundo atacante” procurado por Palladino para alternar o 3-4-2-1 em 3-4-1-2. Mesmo começando no banco, o camisa 18 surge como arma de segundo tempo diante de um Pisa que costuma ceder espaços na reta final (37% dos gols sofridos após os 75’).
Próximos compromissos e impacto futuro
• Atalanta: logo após a viagem a Pisa, recebe o Athletic Bilbao pela Champions. Uma vitória hoje permite rodar elenco na competição continental sem comprometer a posição na liga.
• Pisa: encara um concorrente direto contra o rebaixamento na 22ª rodada; pontuar nesta sexta-feira aliviaria a pressão e daria fôlego ao trabalho de Gilardino.
Com cenários distintos, o duelo pode redefinir tanto a briga na parte de baixo quanto a corrida por vagas europeias. Caso a Atalanta confirme o favoritismo e quebre o tabu contra neopromovidos, pode abrir distância estratégica antes de focar na Champions, enquanto o Pisa necessita dos três pontos para retomar confiança e manter vivo o objetivo de permanência.
Com informações de Corriere dello Sport