São Paulo, 2025 — a diretoria tricolor iniciou conversas para contratar o atacante Alesson, pertencente ao Torpedo (Rússia) e atualmente emprestado ao Mirassol até junho de 2026, conforme apurou o jornalista Felipe Silva (ESPN). O clube paulista quer antecipar-se à opção de compra fixada em US$ 700 mil (cerca de R$ 3,8 mi) e acrescentar o jogador ao elenco já na pré-temporada de 2026, reforçando o setor que mais sofreu com lesões e falta de reposição na reta final de 2025.
Por que Alesson interessa ao São Paulo?
O Tricolor encerrou a temporada com números ofensivos abaixo do esperado e dependência quase total de Jonathan Calleri. Quando o argentino ficou fora por desgaste ou lesão, o time perdeu profundidade e presença de área. Alesson, ponta de origem que também atua centralizado, encaixa no perfil buscado pela comissão técnica: atleta de velocidade, capaz de atacar espaço e dialogar em tabelas curtas – características escassas no elenco atual.
Raio-X do atacante
- Nome completo: Alesson dos Santos Pereira
- Posição: ponta direita/esquerda, com possibilidade de falso 9
- Idade: 26 anos (nascido em 1999)
- Clubes anteriores no Brasil: Bahia, Cruzeiro (empréstimo) e Mirassol
- Experiência internacional: Torpedo-Moskva, da Rússia, onde tem vínculo até 2027
- Destaques recentes: presença constante entre os titulares do Mirassol na Série B, participando diretamente de gols decisivos em transições rápidas
Impacto tático: encaixe com Calleri e Lucas Moura
Com Lucas Moura atuando como meia de articulação ou extremo invertido, a chegada de Alesson oferece ao técnico a possibilidade de um trio móvel atrás de Calleri num 4-2-3-1. O novo reforço abriria o campo pelos lados, atraindo o lateral adversário e liberando Lucas para conduzir por dentro. Além disso, Alesson costuma recompor em linha de quatro, algo valorizado pela comissão técnica na marcação alta.
Próximos movimentos no mercado
Além de um atacante, a diretoria monitora um volante de imposição física e um zagueiro canhoto para 2026. A estratégia é anunciar ao menos dois reforços antes da reapresentação do elenco, de modo a integrar os novos atletas nos primeiros microciclos de pré-temporada.
Imagem: Rubens Chiri
Perspectiva: se o negócio for concluído, o São Paulo ganha uma opção de profundidade que reduz a “Calleri-dependência” e amplia as variações ofensivas. A negociação tende a evoluir nas próximas semanas porque o Mirassol não exerce, no momento, a cláusula de compra definitiva. Caso o Tricolor confirme a investida, a pré-temporada já servirá de laboratório para testar uma dupla — ou até um trio — capaz de devolver contundência ao ataque são-paulino em 2026.
Com informações de Nação Tricolor