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    Do São Paulo ao Corinthians: Alisson é bola da vez em história que já teve Casagrande, Ricardinho e Pato por Jadson

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    São Paulo, 18 de janeiro de 2026 — Faltando poucas horas para o clássico entre Corinthians e São Paulo, válido pela 3ª rodada do Paulistão e marcado para as 16h, na Neo Química Arena, o meia Alisson, 32 anos, deu aval para se transferir do Tricolor ao Timão, movimento solicitado pelo técnico Dorival Júnior.

    Por que Dorival Júnior quer Alisson?

    Desde a pré-temporada, o comandante corintiano indicou a necessidade de um meio-campista de alta intensidade para equilíbrio defensivo e transições rápidas. Em 2025, o Corinthians terminou o Brasileirão com 1,3 interceptação por jogo entre os volantes titulares, abaixo da média de 1,9 dos clubes que terminaram no G-4, segundo dados do Footstats. Alisson, reconhecido pelo volume de jogo e disciplina tática, encaixa no perfil “box-to-box” que Dorival utilizou em passagens recentes por Flamengo e Seleção.

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    Raio-X do meia

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    Trajetória recente

    • Chegou ao São Paulo em 2022 após cinco temporadas no Grêmio.
    • Disputou mais de 120 partidas pelo Tricolor, com participação direta em 18 gols (entre bolas na rede e assistências) em competições oficiais.
    • Versátil: já atuou como ponta, segundo volante e meia central.
    • Resistência física: média de 11,2 km percorridos por jogo no Brasileirão-25, mesma faixa de Renato Augusto — referência corintiana no setor.

    O histórico de trocas entre Timão e Tricolor

    A negociação de Alisson engrossa uma lista que atravessa quatro décadas:

    • 2014 — Jadson trocou o São Paulo pelo Corinthians e, no ano seguinte, foi peça-chave no título brasileiro com 16 gols e 17 assistências.
    • 2014 (na mesma janela) — Alexandre Pato fez o caminho inverso; seu ápice foi em 2015, com 26 gols e 10 assistências.
    • 2003 — Ricardinho, recém-campeão do mundo em 2002, vestiu o manto tricolor, mas anotou apenas 4 gols em 18 meses.
    • Década de 1980 — Casagrande saiu do Corinthians para o São Paulo em 1984, marcou 11 gols em 23 jogos e retornou ao Parque São Jorge no ano seguinte.

    Esses precedentes mostram que a travessia entre os rivais pode render desde estrelato a passagem discreta — variável que aumenta a expectativa em torno de Alisson.

    Impacto imediato para o Paulistão e para 2026

    Na tabela — Corinthians e São Paulo dividem a liderança de seus grupos com 6 pontos cada. A eventual chegada de Alisson, ainda durante a fase de grupos, permitiria inscrição antes do fim da janela estadual (30/jan), fortalecendo o Timão já no mata-mata.

    Na rotação do elenco — Com compromissos simultâneos em Sul-Americana e Copa do Brasil, Dorival planeja rodar o meio-campo sem sobrecarregar Renato Augusto. Alisson desponta como opção para jogos de maior marcação, liberando Renato para funções criativas.

    Financeiro — Uma transferência sem custos elevados — possivelmente empréstimo com opção de compra — traria alívio ao Corinthians, que encerrou 2025 com déficit operacional de R$ 68 milhões, segundo o último balanço.

    Conclusão: o que observar nos próximos capítulos

    Se confirmada, a ida de Alisson ao Corinthians corrige uma lacuna de intensidade no meio-campo e reedita uma rivalidade histórica no mercado. A concretização do negócio ainda nesta janela pode influenciar diretamente a campanha alvinegra no Paulistão e na largada da Sul-Americana. Resta acompanhar os próximos passos: exames médicos, modelo de contrato e, sobretudo, o impacto do clássico de hoje, que pode acelerar ou esfriar as tratativas.

    Com informações de ESPN Brasil

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