Glasgow (13.jan.2025) – O Celtic venceu o modesto Auchinleck Talbot por 2 x 0, em Rugby Park, e avançou na Copa da Escócia, mas o técnico Martin O’Neill reconheceu que “não aprendeu muito” sobre o elenco após escalar um time quase todo reserva e ouvir a torcida pedir contratações em pleno mês de transferências.
Rotação máxima e pouca resposta em campo
Dos 11 titulares que superaram o Falkirk no meio da semana, apenas o capitão Callum McGregor foi mantido. A ideia era avaliar atletas pouco utilizados:
- Stephen Welsh – primeiro jogo pelo Celtic desde dezembro de 2024, após retorno do empréstimo ao Motherwell;
- Michel-Ange Balikwisha – reintegrado ao grupo e aberto pela esquerda;
- Johnny Kenny – voltou a liderar o ataque, perdeu várias chances, mas marcou seu sexto gol na temporada.
Mesmo diante de um adversário da sexta divisão, os reservas mostraram ritmo baixo e pouca criatividade. O gol de Kenny saiu apenas aos 58 minutos, após rebote na pequena área, e o norueguês Sebastian Tounekti fechou com belo chute colocado já nos minutos finais.
Por que o teste não agradou a O’Neill
Desde que reassumiu o clube em outubro, o treinador coleciona vitórias em competições domésticas, mas insiste na necessidade de reforços. As principais lacunas evidenciadas ontem:
- Centroavante de referência – o time gira a bola, mas carece de presença física na área; Kenny é segundo atacante de origem;
- Velocidade pelos lados – Balikwisha e Forrest alternaram bons lances, porém faltou constância;
- Profundidade no miolo de zaga – Welsh voltou, mas orepertório defensivo segue curto em caso de lesões ou suspensões.
Raio-X do momento celta
100% de aproveitamento doméstico com O’Neill: vitórias em todas as partidas da Premiership e em copas nacionais desde que reassumiu.
Johnny Kenny em 2024/25: 6 gols e 2 assistências em 23 jogos – média de 0,26 gol por partida.
Gols sofridos do Celtic na temporada: a defesa levou apenas 12 em 20 rodadas de liga, mas o ataque (38) é o quarto melhor, atrás de Hearts, Rangers e Aberdeen, mostrando margem para evolução ofensiva.
Mercado de janeiro: alvos e prioridades
Metade da janela já passou sem novas chegadas a Parkhead. A diretoria busca:
Imagem: Internet
- Um camisa 9 capaz de fixar zagueiros e ganhar bolas aéreas;
- Um ponta destro para atuar invertido e dialogar com McGregor no corredor central;
- Mais um zagueiro canhoto para dar opção de saída pela esquerda.
O’Neill, em tom bem-humorado, disse “teme” as perguntas sobre reforços, mas garantiu que há progresso nas negociações.
Calendário e impacto futuro
A sequência é decisiva:
- 18.jan – Celtic x Bologna (play-off europeu)
- 22.jan – Utrecht x Celtic
- 26.jan – Hearts x Celtic (Premiership, líder contra vice-líder)
Com jogos de alta exigência física e mental, manter a invencibilidade doméstica e avançar na Europa depende de ampliar o leque de opções confiáveis. Caso a diretoria não entregue reforços até 31 de janeiro, a sobrecarga sobre titulares como McGregor e Kyogo Furuhashi pode comprometer o rendimento na reta final.
Conclusão – A vitória protocolar sobre o Auchinleck Talbot preserva a campanha perfeita de Martin O’Neill na Escócia, porém escancara que a profundidade do elenco ainda não convence. O comportamento tímido do time reserva fortalece a pressão da torcida por um centroavante e reforços que possam decidir partidas maiores. A janela de inverno, portanto, tornou-se o verdadeiro jogo a ser vencido por Celtic e O’Neill nas próximas semanas.
Com informações de BBC Sport