Manchester (ING), sábado – Em seu primeiro jogo como árbitro principal da Premier League, Farai Hallam, 32 anos, rejeitou um pedido de pênalti do Manchester City diante do Wolverhampton, manteve a decisão após revisão no monitor do VAR e saiu elogiado por especialistas e torcedores na vitória dos Citizens por 2 × 0 no Etihad Stadium.
O lance decisivo: quem, quando e por quê
O episódio ocorreu ainda no primeiro tempo, quando o City vencia por 1 × 0. O atacante Omar Marmoush alegou toque de mão do zagueiro Yerson Mosquera dentro da área. Hallam mandou seguir. Chamado pela equipe de vídeo, o estreante analisou vários ângulos e concluiu que o braço do defensor estava em “posição natural” e que a bola fora desviada a curta distância – critérios que, pelo protocolo da Premier League 2024/25, não configuram infração.
Quem é Farai Hallam?
• Ex-atacante de base do Stevenage, dispensado em 2012
• Começou a apitar em 2014 e estreou na EFL em 2023
• Primeiro jogo na Championship: Norwich 1 × 2 Bristol City, em novembro de 2024
• Considerado pela PGMOL (entidade dos árbitros ingleses) um dos nomes mais promissores da nova safra
Entenda a regra: mão na bola em 2024/25
A International Football Association Board (IFAB) determina que:
- Não há infração se o braço está junto ao corpo ou protege a integridade física do jogador.
- Toques em distância muito curta, sem movimento antinatural, tendem a ser absolvidos.
- O árbitro de campo mantém a decisão inicial, a menos que as imagens tragam “erro claro e manifesto”.
Neste contexto, Hallam avaliou não haver erro claro e sustentou a não-marcação, mesmo sob pressão de cerca de 54 mil torcedores presentes.
Raio-X dos pênaltis: City x Wolves
Temporada 2023/24 (Premier League)
• Pênaltis a favor do City: 6 (5 convertidos)
• Pênaltis contra o City: 3
• Pênaltis contra o Wolves: 7 (4 resultaram em gol)
Historicamente, a equipe de Pep Guardiola costuma liderar a posse de bola e forçar erros na área adversária. O não-marcado deste sábado mantém o clube com média inferior a um pênalti sofrido a cada cinco partidas, índice semelhante ao da campanha passada.
Imagem: Internet
Repercussão nos bancos de reserva
• Rob Edwards (Wolves): “Braço em posição natural, decisão correta.”
• Pep Guardiola (City): “Primeira vez que vão ao monitor e mantêm a decisão. Quero explicação de Howard Webb.”
Impacto para as próximas rodadas
Para Hallam, a partida consolida confiança e pode acelerar sua inclusão em mais jogos de alto nível, aliviando um quadro de escassez de árbitros experientes na Premier League. Para o City, o episódio mantém a discussão sobre interpretação de mão na bola – tema crucial às vésperas da fase decisiva da Champions League. Já o Wolves, que luta na metade inferior da tabela, ganhou um reforço psicológico: saiu de campo sem pênaltis assinalados contra, algo raro na temporada passada.
Conclusão prospectiva: Se a tendência de árbitros validarem suas próprias decisões diante do VAR ganhar força, veremos partidas mais fluidas e menos dependentes da cabine. A postura de Hallam pode servir de referência para os colegas e influenciar o debate regulatório que a IFAB fará em março, quando possíveis ajustes na regra de mão serão discutidos.
Com informações de BBC Sport