Cobham, 19 de setembro de 2025 – Em coletiva antes da viagem do Chelsea para enfrentar o Manchester United, o técnico Enzo Maresca confirmou que Raheem Sterling e Axel Disasi permanecerão afastados do elenco principal. Ambos foram colocados na lista de transferências na janela de verão, mas sem acordo concluído. A Associação de Jogadores Profissionais (PFA) já abriu diálogo com o clube na tentativa de encontrar uma solução.
Por que Sterling e Disasi foram isolados?
Maresca concedeu horários de treino exclusivos aos atletas e deixou claro que eles não fazem parte de seus planos imediatos. O treinador justificou a decisão afirmando que o clube fornece toda a estrutura de trabalho, mas que “se o jogador não está no grupo, não está no grupo”.
O atacante inglês tem contrato até junho de 2027, com vencimentos superiores a US$ 400 mil por semana. Já o zagueiro francês assinou até 2029 após chegar do Monaco em 2023. O peso financeiro desses vínculos torna complexa qualquer negociação de saída.
Contraste com a metodologia de Arne Slot
A postura de Maresca foi rapidamente comparada à adotada por Arne Slot no Liverpool durante a temporada passada, quando o holandês manteve Federico Chiesa integrado ao elenco mesmo em fase de adaptação. Slot sinalizava publicamente que “o momento do atleta chegaria”, favorecendo um ambiente competitivo, mas saudável. O caso reforça a diferença de abordagem: afastamento imediato versus inclusão progressiva.
Raio-X dos jogadores isolados
Raheem Sterling
• 31 jogos, 6 gols e 2 assistências na Premier League 2024/25*
• Mais de 650 jogos como profissional somando Liverpool, Manchester City e Chelsea.
• Versatilidade para atuar em ambos os flancos e como falso 9.
Axel Disasi
• 37 jogos oficiais pelo Chelsea em 2024/25*.
• 1 gol, 0 assistências; 66% de duelos aéreos vencidos.
• Perfil de zagueiro físico, com saída curta pelo lado direito.
*Dados de competições domésticas e fornecidos por plataformas estatísticas públicas.
Imagem: Internet
Impacto tático e de elenco
O afastamento de Sterling reduz a profundidade nas pontas. Maresca conta hoje com Nkunku, Mudryk, Palmer e Madueke para as beiradas, mas nenhum tem o histórico de decisões de Sterling em fases avançadas de Champions ou Premier League. No setor defensivo, a saída de Disasi coloca maior responsabilidade sobre Colwill, Fofana e Badiashile, sobretudo em semanas de calendário congestionado.
Próximos passos e possíveis cenários
Com a janela de transferências europeia reabrindo em janeiro, a tendência é que o Chelsea intensifique esforços para viabilizar empréstimos ou rescisões negociadas. Até lá, Maresca precisará equilibrar resultados em campo e a pressão da PFA por soluções trabalhistas. A forma como o clube administra esse impasse servirá de termômetro para o vestiário e pode influenciar futuras negociações de renovações.
Conclusão – A decisão de isolar Sterling e Disasi expõe um modelo de gestão de elenco rígido e imediatista, em contraste com o método integrativo popularizado por Arne Slot. Resta acompanhar se os Blues conseguirão converter essa postura em rendimento esportivo já no duelo contra o Manchester United e, principalmente, qual será o desfecho contratual dos atletas na próxima janela.
Com informações de Liverpool.com