Porto Alegre (RS) – O lateral-direito Mário Fernandes, formado no Grêmio, anunciou nesta sexta-feira (19) sua aposentadoria do futebol aos 35 anos, em postagem nos perfis da esposa, Maryann. Revelado em 2009, o defensor viveu trajetória que passou por Grêmio, Internacional, CSKA Moscou, Zenit e ainda pela Seleção da Rússia, que defendeu na Copa do Mundo de 2018, após recusar convocações para a Seleção Brasileira.
Da base gremista ao Mundial de 2018: carreira em três capítulos
• Brasil (2009-2012): Começou como zagueiro na base do Grêmio, mas se consolidou na lateral-direita, somando quase 100 partidas pelo clube gaúcho e participando do GreNal do Centenário (2009).
• Rússia (2012-2023): Comprado pelo CSKA Moscou, tornou-se peça-chave em um dos elencos mais vitoriosos do país, faturando três títulos da Premier League russa e duas Copas.
• Retorno ao Brasil e despedida (2023-2024): Reapareceu no Inter, atuou cinco vezes e voltou à Rússia, agora pelo Zenit, antes de decidir encerrar a carreira.
Por que Mário disse “não” ao Brasil e “sim” à Rússia
Convocado por Mano Menezes em 2012, Mário Fernandes recusou a primeira chamada por questões pessoais e jogou apenas um amistoso pela Seleção Brasileira. Em 2016, preencheu os requisitos de residência e aceitou a naturalização russa. O movimento garantiu ao CSKA (e depois à seleção local) um atleta já adaptado ao país e abriu portas para disputar a Copa de 2018, quando foi titular e marcou gol decisivo nas quartas contra a Croácia.
Raio-X da carreira
Grêmio: 99 jogos | 3 gols | 7 assistências
CSKA Moscou: 331 jogos | 5 gols | 40 assistências | 8 títulos oficiais
Internacional: 5 jogos | 0 gol
Zenit: 22 jogos | 1 título da Premier League russa 2023/24
Seleção Brasileira: 1 jogo
Seleção Russa: 33 jogos | 5 gols | Copa do Mundo 2018
(Fontes: Transfermarkt, Russian Premier League e CBF)
Impacto da despedida no mercado e nas seleções
Com a aposentadoria, a Rússia perde um lateral de experiência internacional em ano pré-Euro 2028, enquanto clubes brasileiros ganham a confirmação de que Mário não estará entre os veteranos disponíveis para retorno. Para o Grêmio, o encerramento põe fim a especulações recorrentes de um retorno e libera margem de manobra salarial no planejamento de 2026, já que o atleta não necessitará de eventual investimento.
Imagem: Divulgação
O que vem a seguir?
Sem Mário Fernandes, o CSKA continua apostando no jovem Igor Diveev improvisado na direita, e o Zenit reforça a busca por um lateral no mercado europeu. No Brasil, Grêmio e Inter voltam as atenções a formados na base – como João Pedro Galvão (Grêmio) e Rômulo (Inter) – para suprir a carência de experiência no setor. Nos bastidores, dirigentes russos cogitam convidar Mário para cargo de observador, aproveitando seu conhecimento de mercado sul-americano.
Conclusão prospectiva: o fim da carreira de Mário Fernandes fecha um capítulo importante da ponte futebolística Brasil-Rússia, mas abre caminhos para novas trocas de conhecimento entre os dois mercados. O próximo passo será acompanhar como Grêmio, Inter e CSKA redistribuirão suas peças e se o ex-lateral assumirá função executiva que mantenha viva sua influência no cenário internacional.
Com informações de Portal do Gremista