São Paulo, 3 de fevereiro de 2026 – O ex-zagueiro Ricardo Rocha, campeão mundial pela seleção brasileira em 1994, declarou em entrevista à Romário TV que o volante Breno Bidon é “cracaço de bola” e que o também formado na base André é “taticamente perfeito”, destacando a influência da dupla no meio-campo do Corinthians sob o comando de Dorival Júnior.
Por que Breno Bidon virou peça-chave no esquema de Dorival
Desde que se firmou como titular, Bidon passou a executar a chamada “função híbrida”: inicia a construção entre os zagueiros, avança para o terço final e ainda recompõe com intensidade. A versatilidade citada por Ricardo Rocha ajuda a explicar por que o técnico liberou os laterais para apoios mais agressivos nas campanhas vitoriosas da Copa do Brasil e da Supercopa Rei.
André: leitura de jogo precoce e encaixe ao lado de Bidon
No modelo de 4-3-3/4-2-3-1 de Dorival, André atua como segundo volante que pisa na área, mas também fecha linhas de passe por dentro. O tetracampeão destacou exatamente essa capacidade de alternar comportamentos defensivos e ofensivos sem comprometer o equilíbrio coletivo, algo raro em atletas tão jovens.
Raio-X dos números de Bidon
Contrato: válido até 31 de dezembro de 2029, com multa de 100 milhões de euros (mercado externo) e R$ 370 milhões (mercado nacional).
Partidas pelo profissional: 107
Gols: 4
Assistências: 3
Impacto na estrutura do time
A consolidação de Bidon como primeiro volante permitiu que o Corinthians reduzisse o número de bolas longas e aumentasse a posse qualificada no terço intermediário. Já a entrada de André deu profundidade sem abrir mão da compactação defensiva. Na prática, o time consegue alternar pressão alta e bloco médio sem perder controle, fator decisivo nos títulos recentes.
Próximos compromissos e o que observar
O torcedor terá novos testes para a dupla nas próximas semanas:
Imagem: Internet
- 05/02 – Capivariano (C) – Campeonato Paulista
- 08/02 – Palmeiras (C) – Campeonato Paulista
- 12/02 – Red Bull Bragantino (C) – Campeonato Brasileiro
Frente a um clássico contra o Palmeiras e um adversário de transições rápidas como o Bragantino, a consistência tática ressaltada por Ricardo Rocha será posta à prova, especialmente na manutenção da posse sob pressão e na cobertura aos laterais.
Conclusão prospectiva: Se manter o nível elogiado pelo tetracampeão, Bidon pode, a curto prazo, entrar no radar da seleção olímpica e, a médio prazo, atrair propostas que testem o teto de sua multa rescisória. Para Dorival, a evolução da dupla representa um salto de qualidade que pode transformar o Corinthians em candidato real aos títulos de 2026.
Com informações de ESPN Brasil