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    Flamengo empata com Internacional e Paquetá estreia como titular no Maracanã

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    Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 2026 – Flamengo e Internacional empataram em 1 a 1 no Maracanã, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo marcou a estreia de Lucas Paquetá como titular sob o comando de Filipe Luís, mas um erro do próprio meia terminou em gol de Rafael Borré ainda no primeiro tempo; Giorgian de Arrascaeta, de pênalti, igualou o placar na etapa final.

    Domínio rubro-negro não vira vantagem antes do intervalo

    Filipe Luís manteve o 4-3-3 que vinha testando na pré-temporada: Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, De la Cruz e Arrascaeta; Paquetá, Bruno Henrique e Everton Cebolinha. Durante os primeiros 25 minutos, o Flamengo concentrou a posse no campo ofensivo com circulação curta entre Pulgar e Paquetá, mas finalizou pouco e não obrigou o goleiro adversário a grandes defesas.

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    Quando o Inter conseguiu sair da pressão, o erro apareceu: aos 45+1, Paquetá errou passe na intermediária, Borré recuperou, tabelou com Alan Patrick e finalizou para abrir o marcador. O lance expôs um problema recorrente de 2025 – a transição defensiva após perda da bola.

    Ajustes de Filipe Luís e reação com pênalti de Arrascaeta

    No intervalo, o técnico rubro-negro adiantou a linha de defesa e promoveu a entrada de Varela na lateral direita, deslocando Emerson Royal como ala-meia para ampliar a largura ofensiva. Aos 51 minutos, a mudança surtiu efeito: Varela infiltrou, sofreu pênalti e Arrascaeta converteu, decretando o 1 a 1.

    Com o empate, o Flamengo empurrou o Inter para o próprio campo, mas deixou espaços para contra-ataques. Borré, novamente, teve duas finalizações perigosas, defendidas por Rossi, sinalizando que o equilíbrio entre agressividade e proteção ainda requer ajustes.

    Raio-X do duelo

    Gols: Borré 45+1/1ºT (INT); Arrascaeta 6/2ºT, de pênalti (FLA).
    Cartões: Paquetá (FLA) – amarelo.
    Mudanças chave do Flamengo: Varela e Pedro nas vagas de Royal e Bruno Henrique (2º T).
    Mapa de calor de Paquetá: presença majoritária pelo lado esquerdo da meia-cancha, alternando entre apoio interno e infiltração na área, mas com três perdas de posse em zonas de risco.

    O que a estreia de Paquetá revela sobre o encaixe tático

    Filipe Luís utilizou Paquetá como interior pela esquerda, função que combina chegada na área e recomposição. O novo reforço participou ativamente da construção – 39 passes certos – porém ainda busca ritmo para executar a pressão pós-perda, elemento determinante no modelo do treinador. A tendência é que, com sequência, o meia reduza erros de saída e potencialize a troca de posição com Arrascaeta, abrindo mais linhas de passe para Cebolinha.

    Próximos passos: Calendário pressiona por evolução imediata

    O empate mantém o Flamengo invicto, mas sem vencer após duas rodadas. Na quarta-feira (7/2), o grupo volta ao Maracanã para encarar o Sampaio Corrêa-RJ pelo Campeonato Carioca, jogo considerado decisivo para garantir colocação na fase final da competição estadual. Três dias depois, a delegação viaja a Salvador para enfrentar o Vitória, às 21h30, buscando a primeira vitória no Brasileiro e a consolidação do 4-3-3 com Paquetá instalado como titular.

    Conclusão: A noite que marcou o retorno de Lucas Paquetá ao Maracanã expôs, simultaneamente, o potencial criativo do meia e a necessidade de ajustes na transição defensiva do Flamengo. Os próximos compromissos, especialmente contra o Vitória fora de casa, serão um termômetro para medir se o modelo de Filipe Luís evolui a ponto de transformar posse em resultado – requisito básico para brigar pelas primeiras posições já nas rodadas iniciais.

    Com informações de NetFla

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