Em entrevista, pai de jogador do Grêmio opina sobre posicionamento do filho no campo

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São Paulo, 11 de fevereiro de 2026 — A poucas horas do confronto contra o São Paulo, no Morumbi, Severino Vieira da Silva, pai do meia Willian, visitou a delegação do Grêmio e disse à Rádio Gaúcha que o filho rende mais “entre as linhas”, atuando por dentro. A fala reabriu a discussão sobre qual posição potencializa o camisa 88 na equipe de Luís Castro.

Visita que mexe com a prancheta

Embora encontros familiares sejam corriqueiros em véspera de jogo, a opinião de Severino ganhou repercussão porque Willian alterna-se entre a faixa central e o lado esquerdo desde que chegou a Porto Alegre. No 4-2-3-1 adotado por Luís Castro, o atleta ora executa a função de meia-armador, ora fecha o corredor como ponta invertido. A indefinição volta ao centro do debate exatamente quando o Grêmio busca mais constância ofensiva — o time tem média de 1,3 gol por partida em 2026, contra 1,6 em 2025.

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Onde Willian encaixa melhor no modelo de Luís Castro?

O treinador prefere amplitude com pontas bem abertos, mas carece de um organizador que acelere a circulação de bola pelo meio. Willian, aos 37 anos, entrega experiência, visão de jogo e último passe, qualidades que fazem falta quando o adversário bloqueia os lados do campo. Entretanto, a exigência física para pressionar a saída rival e recompor a segunda linha defensiva costuma levar o técnico a escalá-lo na beirada, poupando-o de trajetos longos por dentro.

Raio-X do camisa 88

  • Idade: 37 anos
  • Contrato: até dezembro (renovação ainda não discutida publicamente)
  • Jogos pelo Grêmio (2025): 28
  • Gols + assistências (2025): 4 gols, 6 passes decisivos*
  • Principais títulos na carreira: 2 Premier League (Chelsea), 1 Libertadores (Corinthians 2012), 2 Liga Europa (Chelsea, Atlético-MG)

*Números compilados a partir de registros oficiais da CBF e da Conmebol.

Disputa direta com Edenilson

Para encarar o São Paulo, Luís Castro avalia dois cenários:

  1. Willian centralizado, ganhando liberdade para flutuar entre volantes tricolores, com Ferreira e Cristaldo dando profundidade pelos flancos.
  2. Edenilson de meia interno, oferecendo maior capacidade de recomposição, enquanto Willian inicia no banco para entrar em momento de menor intensidade.

A escolha passa pela leitura de match-ups. O adversário costuma adiantar laterais, abrindo espaço nas costas; se o Grêmio optar pela transição curta, Willian por dentro eleva a qualidade do passe vertical. Caso a estratégia exija coberturas constantes, Edenilson leva vantagem física.

Impacto para a temporada

A discussão extrapola o Morumbi. A renovação de Willian dependerá de minutos, desempenho e da influência sobre a geração que sobe da base. Se o camisa 88 se firmar como titular central, pode postergar uma reformulação naquele setor — cenário que alteraria prioridades de mercado na próxima janela.

No curto prazo, a palavra do pai não decide escalação, mas pressiona a comissão técnica a encontrar um ponto de equilíbrio entre intensidade defensiva e qualidade criativa. O veredito chega no apito inicial — e, qualquer que seja a escolha, os 90 minutos no Morumbi darão pistas valiosas sobre o futuro tático do Grêmio em 2026.

Com informações de Portal do Grêmio

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