Milão-Cortina (ITA), 14/02/2026 – O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braathen conquistou neste sábado a medalha de ouro no slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno e, de quebra, assegurou um bônus de R$ 350 mil pago pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a maior premiação individual prevista pela entidade.
Por que o prêmio do COB é inédito
O programa de gratificações do COB estabelece três faixas de valores – provas individuais, em grupo e coletivas. No caso de modalidades individuais, as recompensas são de R$ 350 mil (ouro), R$ 210 mil (prata) e R$ 140 mil (bronze). Até hoje, nenhum atleta do país havia acionado o teto da tabela em Jogos de Inverno, já que o Brasil nunca passara do 9º lugar em provas olímpicas de neve ou gelo.
Com o resultado em Milão-Cortina, Braathen inaugura uma nova linha na contabilidade olímpica brasileira: primeiro ouro e primeira premiação máxima no inverno. Caso também suba ao pódio no slalom — marcado para segunda-feira (16) — ele acumulará a bonificação correspondente, somando até R$ 700 mil se repetir o topo.
Raio-X de Lucas Pinheiro Braathen
- Idade: 25 anos
- Nacionalidade esportiva: Brasil (defendeu a Noruega em 2022)
- Especialidades: Slalom e slalom gigante
- Pódios em Copas do Mundo desde 2024: 10 (4 ouros, 3 pratas, 3 bronzes)
- Tempo combinado nas duas descidas do ouro: 2:19.17
- Diferença para o vice-campeão: 0.26 segundo
Impacto esportivo: Brasil fura a barreira do gelo
Até esta edição, o Brasil somava 0 medalhas em 10 participações olímpicas de inverno. O feito de Braathen muda imediatamente o status do país na hierarquia da Federação Internacional de Esqui (FIS) e tende a:
- Aumentar a alocação de cotas em provas técnicas para o próximo ciclo;
- Fortalecer pedidos de financiamento a centros de treinamento em neve sintética no Brasil;
- Atrair patrocínios privados, uma vez que o atleta se torna ativo de marketing com retorno comprovado.
O que vem a seguir
A próxima largada de Braathen acontece na segunda-feira, 16 de fevereiro, no slalom. Uma segunda medalha manteria o Brasil matematicamente à frente de potências tradicionais que ainda não pontuaram nestes Jogos, além de dobrar a premiação pessoal do atleta. Para o COB, cada pódio adicional fortalece o argumento de que o incentivo financeiro direto — política iniciada em 2013 e ampliada para R$ 350 mil neste ciclo — gera retorno esportivo imediato.
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Com o ouro já conquistado, a projeção é de que novos atletas brasileiros sejam convidados a integrar equipes europeias de base, aproveitando a visibilidade sem precedentes. O desempenho de Braathen pode, portanto, servir de catalisador para a consolidação de uma estrutura permanente de esportes de inverno no país nos próximos quatro anos.
Conclusão prospectiva: Se confirmar outro pódio, Lucas Pinheiro Braathen não apenas quebrará mais um tabu histórico, mas também ampliará sua premiação para cifras próximas de atletas consolidados do verão, alterando a distribuição de investimento dentro do esporte olímpico brasileiro. Os próximos dias em Milão-Cortina serão decisivos para medir o alcance desse efeito dominó.
Com informações de ESPN.com.br