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    Adeus, Tite? Como Mineiro pode fazer técnico reviver no Cruzeiro o que não acontece há duas décadas

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    Belo Horizonte (MG), 28.fev.2026 — O técnico Tite chega ao duelo decisivo contra o Pouso Alegre, neste sábado (28), no Mineirão, ameaçado de viver algo que não acontece desde 2005: ser demitido ainda durante um campeonato estadual. A diretoria do Cruzeiro mantém respaldo público, mas a eliminação na semifinal do Campeonato Mineiro pode alterar o cenário de forma drástica.

    Pressão imediata: vaga na final depende de um empate

    Depois de vencer a partida de ida por 2 a 1, o Cruzeiro precisa apenas de um empate para avançar à decisão contra Atlético-MG ou América-MG. A classificação é vista internamente como prioridade absoluta, pois um eventual título serviria de escudo para um início de temporada irregular.

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    Mesmo com vantagem no agregado, o ambiente é de instabilidade: a torcida vaiou o time nas últimas apresentações no Mineirão, e protestos em redes sociais miram a performance ofensiva — considerada abaixo do potencial do elenco.

    Tabu de 20 anos: por que o estadual pesa tanto para Tite

    A última demissão de Tite em meio a um estadual ocorreu em março de 2005, no Corinthians da parceria MSI. Desde então, todas as rupturas de contrato do treinador aconteceram em torneios de longa duração (Brasileirão ou Libertadores) ou por opção própria (seleção brasileira em 2016 e 2022). A quebra desse jejum seria um ponto fora da curva em uma carreira marcada por longevidade nos projetos e títulos nacionais e continentais.

    Raio-X da Era Tite na Toca II

    13 jogos — 6 vitórias, 2 empates, 5 derrotas (aproveitamento de 51%)
    Estreia: 10.jan.2026, vitória por 3 a 0 sobre a Caldense
    Sequência atual: 1 vitória e 2 derrotas nos últimos 3 jogos
    Pontos fortes identificados: maior posse de bola (média de 57%) e volume de finalizações
    Pontos frágeis: transição defensiva lenta, especialmente após perda de bola no terço intermediário

    Cenários possíveis e impacto para a temporada

    Classificação e título estadual — Mantém Tite no cargo e cria margem para a diretoria focar na montagem final do elenco para o Brasileirão e para a Copa do Brasil. A tendência é de manutenção do 4-3-3 com extremas de velocidade, esquema preferencial do técnico neste início de trabalho.

    Eliminação na semifinal — Aumento imediato da pressão externa, com risco de mudança no comando antes mesmo do início do Brasileirão. Internamente, o clube calcula que a quebra do jejum de 20 anos do treinador teria repercussão nacional, interferindo em receitas de bilheteria, patrocínios e planejamento de mercado.

    No curto prazo, a noite de sábado define não apenas o finalista do Campeonato Mineiro, mas possivelmente o rumo do Cruzeiro em 2026. Independentemente do resultado, a diretoria precisará agir rápido: seja para blindar um projeto em evolução caso avance, seja para redesenhar a comissão técnica e o modelo de jogo se a queda antecipada se confirmar.

    Com informações de ESPN Brasil

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