São Paulo — 27/05/2024: Harry Massis Junior, recém-empossado presidente do São Paulo FC, comunicou internamente que abrirá mão do cartão corporativo e do plano de saúde destinados ao cargo, além de anunciar o fortalecimento do departamento de compliance como parte de um pacote de governança mais rígida.
Por que a decisão importa
O São Paulo passa por um processo de reconstrução administrativa após o impeachment de Júlio Casares. Ao dispensar benefícios pessoais, Massis sinaliza corte de custos e priorização de processos transparentes, alinhando o clube às práticas de suas empresas no setor privado. O movimento busca estancar despesas supérfluas e restaurar credibilidade junto a conselheiros, torcedores e patrocinadores.
Raio-X da fase tricolor sob a nova gestão
Desempenho em campo (últimos 8 jogos):
- 5 vitórias
- 3 empates
- 0 derrotas
- Média de 1,75 gol marcado/jogo
- Apenas 0,62 gol sofrido/jogo
Posições atuais:
- Semifinalista do Campeonato Paulista
- 2.º colocado no Brasileirão (após 6 rodadas)
Como o compliance será ampliado
Segundo o jornalista Gabriel Sá, Massis reuniu todos os executivos para reforçar a importância do Programa Identidade Tricolor (PIT), responsável por prevenir e tratar desvios de conduta. As queixas de falta de integração entre departamentos serão sanadas com fluxos de validação que passam a exigir:
- Relatórios mensais de gastos por centro de custo
- Avaliação prévia de contratos por uma célula independente de auditoria
- Treinamentos obrigatórios de ética e integridade para funcionários e jogadores
Impacto financeiro imediato
Embora o cartão corporativo represente um gasto anual relativamente pequeno em comparação ao orçamento estimado em R$ 780 milhões para 2024, a simbologia pesa: a diretoria estima economizar cerca de R$ 400 mil ao ano apenas com a eliminação de despesas de representação. Soma-se a isso a revisão de contratos de fornecedores iniciada em março, com previsão de reduzir até 7% dos custos operacionais.
Imagem: Marcos Ribolli
Próximos capítulos: o que observar
• Mercado da bola: com despesas controladas, o clube pode abrir espaço para reforços estratégicos na janela de julho, especialmente um meia de criação, carência apontada pela comissão técnica.
• Governança: o Conselho Deliberativo deverá votar em junho um estatuto revisado que formaliza a atuação do compliance como órgão autônomo.
• Calendário esportivo: a consistência administrativa tende a refletir em campo; manter a invencibilidade até a final do Paulista pode consolidar o trabalho e atrair novos patrocínios.
Se as medidas ganharem tração, o São Paulo não apenas equilibrará as contas em 2024, mas também estabelecerá um padrão de gestão que pode se traduzir em vantagem competitiva nos campeonatos nacionais e continentais.
Com informações de Nação Tricolor