Quem: Dorival Júnior, técnico do Corinthians; O quê: crítica à possível venda do meia André ao Milan, por até 17 milhões de euros; Quando e onde: coletiva no Estádio Jorge Ismael de Biasi, neste sábado (2), após a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista; Por quê: treinador vê risco de desmanche do elenco e admite repensar sua permanência caso o clube priorize o caixa em detrimento do retorno esportivo.
Por que André atrai interesse europeu tão cedo?
Revelado pelo Terrão, o meio-campista de 19 anos soma apenas nove partidas pelo profissional, mas já demonstrou leitura de jogo, capacidade de transição curta–longa e índice elevado de passes verticais. O scout inicial do Milan valoriza justamente esses atributos, combinados a fundamentos defensivos consistentes para a idade.
Impacto técnico: o que o Corinthians pode perder
Sem André, Dorival teria de reorganizar a saída de bola. Em 2026, o Corinthians finalizou 29% de suas posses após passes iniciados pelo camisa 35 — líder do elenco no quesito, segundo números internos do clube. A lacuna estrutural seria semelhante à deixada por Fausto Vera na temporada passada, quando o time caiu de 52% para 44% de posse média.
Raio-X da negociação
Valor proposto: €17 milhões (≈ R$103 milhões) por 70% dos direitos econômicos.
Jogos pelo profissional: 9
Gols/Assistências: 1/2*
Minutos em 2026: 673*
*dados atualizados até a semifinal do Paulistão
Planejamento x necessidade de caixa: o ponto central de Dorival
O treinador afirma que já teve de repor peças como Martínez e outros nomes que saíram no início do ano. Para ele, “repor” não é o mesmo que “qualificar” — enquanto rivais diretos acumulam profundidade de elenco, o Corinthians apenas preenche lacunas. O discurso sugere que, caso a política de vendas prevaleça, Dorival pode rever seu projeto no clube.
Imagem: Internet
Calendário apertado aumenta urgência por definição
A estreia no Brasileirão ocorre em 11 de março contra o Coritiba. Em seguida, o Timão encara Santos (15/03) e Chapecoense (19/03), todos fora da Neo Química Arena. Perder André antes dessa sequência obrigaria o treinador a acelerar a integração de um substituto ou recorrer à base em pleno início de campeonato.
Conclusão prospectiva: A diretoria precisa sinalizar rapidamente qual retorno espera desta temporada. Manter André indicaria prioridade competitiva e endossaria o projeto esportivo de Dorival; vendê-lo agora fortalece o caixa, mas pressiona o comando técnico e pode comprometer a consistência do elenco justamente quando o calendário nacional se intensifica.
Com informações de ESPN.com.br