Tottenham Hotspur e Crystal Palace se enfrentam nesta quinta-feira, 5 de março de 2026, às 17h (de Brasília), no Tottenham Hotspur Stadium, pela 29ª rodada da Premier League. O confronto ganha contornos dramáticos porque os Spurs, 16º colocados, vêm de quatro derrotas consecutivas e precisam abrir distância dos três últimos colocados, zona que leva ao rebaixamento.
Pressão crescente: quatro derrotas que mudaram o cenário
A sequência negativa derrubou a equipe de Igor Tudor para a 16ª posição. A vantagem para o West Ham, primeiro time dentro do Z-3, é de apenas quatro pontos. Isso significa que uma quinta derrota consecutiva pode colocar o Tottenham a uma rodada de entrar na zona de risco, algo impensável para um clube que disputa a elite inglesa há 48 temporadas seguidas.
Histórico pesa: gigantes também já caíram
O Tottenham integra o seleto grupo de clubes presentes em todas as edições da Premier League desde 1992, ao lado de Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United e Everton. Entretanto, todos eles já conheceram a queda antes da era Premier League:
- Tottenham: último rebaixamento em 1976/77;
- Arsenal: 1912/13;
- Everton: 1950/51;
- Liverpool: 1953/54;
- Manchester United: 1973/74;
- Chelsea: 1989/90.
O retrospecto mostra que a invulnerabilidade desses gigantes não é absoluta. Hoje, apenas quatro pontos separam o Tottenham de reviver um capítulo que não ocorre há quase meio século.
Raio-X da luta contra o Z-3
Pontos atuais: Tottenham (16º) – não divulgado, mas fora do Z-3 por 4 pontos.
Sequência recente: 4 derrotas seguidas.
Rodadas restantes: 10 (incluindo a 29ª).
Adversários diretos: West Ham (18º), Nottingham Forest (19º) e Sheffield United (20º).
A rodada 29 é crucial porque, além de Tottenham x Crystal Palace, o West Ham encara o Brighton fora de casa. Caso os Hammers surpreendam e o Tottenham tropece, a diferença pode cair para um ponto.
Imagem: Internet
Encaixe tático: onde o time de Igor Tudor precisa evoluir
1. Transição defensiva: as quatro derrotas vieram com gols sofridos em contra-ataques — ponto que exige maior compactação entre meio-campo e zaga.
2. Bolas paradas: os Spurs converteram apenas 2 escanteios em gol nas últimas 12 partidas; otimizar esse fundamento pode ser atalho para vitórias apertadas.
3. Produção ofensiva sem Kane: após a saída do ex-artilheiro, o time depende mais de Son e Maddison. Tudor tem alternado entre 4-3-3 e 3-4-3 para potencializar amplitude, mas ainda busca eficiência.
Próximos desafios que podem selar o destino
Depois do Palace, o Tottenham encara uma sequência direta contra concorrentes: Nottingham Forest (fora) e West Ham (casa). A matemática é simples: vitórias nesses confrontos valem seis pontos porque, além de somar, tiram dos rivais diretos. O clube projeta chegar à rodada 32 com, no mínimo, três vitórias nos próximos quatro jogos para reduzir o risco estatístico de queda para menos de 10%.
Conclusão prospectiva: O duelo desta quinta-feira funciona como divisor de águas. Se vencer, o Tottenham abre respiro e leva confiança para confrontos diretos na luta contra o Z-3; se perder, pode ver a vantagem cair para um ponto e ligar o alerta máximo, tornando qualquer erro nas rodadas finais potencialmente fatal para uma sequência de 48 anos na elite inglesa.
Com informações de ESPN.com.br