Buenos Aires, 04/03/2026 – O River Plate oficializou nesta quarta-feira (4) a contratação de Eduardo “Chacho” Coudet, que deixa o Alavés-ESP para assinar com o clube argentino até dezembro de 2027. A chegada do técnico de 51 anos encerra a curta lacuna deixada por Marcelo Gallardo e marca o início de um novo ciclo no Estádio Monumental, em meio a um momento de oscilação da equipe no Campeonato Argentino.
Por que o River escolheu Coudet?
Segundo o presidente Stefano Di Carlo e o diretor esportivo Enzo Francescoli, pesaram três fatores na escolha:
- Identificação histórica – Coudet foi bicampeão argentino como volante do River (1999 a 2004), o que facilita sua conexão imediata com a torcida.
- Modelo de jogo propositivo – O treinador é conhecido pela pressão alta e posse agressiva, alinhadas ao DNA millonario destacado pela diretoria.
- Experiência recente em cenários complexos – Passagens por Rosario Central, Racing (título nacional em 2018-19), Internacional e Atlético-MG mostraram capacidade de adaptação a elencos de diferentes perfis.
O desafio de suceder Marcelo Gallardo
Gallardo deixou o clube como o técnico mais vitorioso da história (14 títulos). Herdar esse legado implica:
- Gerenciar a expectativa de uma torcida acostumada a finais continentais.
- Reorganizar um elenco que, nas oito primeiras rodadas da atual Copa da Liga, soma apenas 11 pontos em 24 possíveis (3V-2E-3D).
- Reencontrar consistência defensiva: o River sofreu 1,25 gol por partida nesse recorte, acima da média de 0,83 no último ano de Gallardo.
Raio-X de Eduardo Coudet como técnico
Último clube – Alavés (2024-26): 55 jogos | 17 vitórias | 17 empates | 21 derrotas | 38% de aproveitamento.
Títulos de primeira divisão: Superliga Argentina 2018-19 (Racing).
Estilo tático predominante: 4-1-3-2 ou 4-3-3, com linhas adiantadas e transições verticais rápidas.
Pontos fortes: intensidade sem bola, bolas paradas ofensivas, desenvolvimento de jovens.
Pendências recorrentes: equipes expostas a contra-ataques quando perdem a posse.
Como Coudet pode mexer no atual elenco
O River de 2026 conta com peças que se encaixam em sua ideia:
- Meio-campo de pressão: Enzo Fernández (recém-repatriado) e Nicolás de la Cruz dão mobilidade e saída curta – requisitos essenciais no sistema de Coudet.
- Extremos de velocidade: Esequiel Barco e Pablo Solari podem explorar a amplitude ofensiva típica do 4-3-3 do treinador.
- Centroavância móvel: Miguel Borja tende a funcionar como pivô de apoio, repetindo função que Lisandro López exerceu no Racing campeão.
Calendário imediato e métricas de sucesso
A estreia de Coudet ocorre 12 de março, fora de casa, contra o Huracán. Até a parada de Data-FIFA em abril, o River terá mais quatro compromissos da liga e poderá somar até 15 pontos. A meta interna, segundo fontes do clube, é atingir pelo menos 10 para voltar ao G-4 e reduzir a pressão inicial.
Imagem: Alberto Gardin
O que esperar nos próximos meses?
Além da competição doméstica, o River retomará a CONMEBOL Libertadores em abril. Um bom início de Coudet pode:
- Reposicionar o clube entre os favoritos ao título continental.
- Aumentar a margem para ajustes no mercado de inverno (junho/julho).
- Consolidar jovens como Claudio Echeverri e Agustín Ruberto, valorizando ativos do clube.
Conclusão prospectiva: Se mantiver seu padrão de intensidade, Coudet tem condições de estancar a instabilidade atual e recolocar o River Plate na trilha dos títulos já em 2026. O desempenho nas cinco primeiras rodadas sob seu comando servirá de termômetro para eventuais reforços de meio de ano e para o nível de ambição na Libertadores. A evolução tática e a resposta defensiva do time serão acompanhadas de perto nos próximos artigos do Isso é Futebol.
Com informações de Trivela