Los Angeles (EUA), 12/06/2026 – A seleção dos Estados Unidos, comandada por Mauricio Pochettino, venceu o Paraguai por 4 × 1 no SoFi Stadium pela primeira rodada do Grupo D da Copa do Mundo 2026 e entregou, até aqui, a atuação mais dominante do torneio, com gols de Balogun (2), Reyna e um contra de Bobadilla; Maurício descontou para os sul-americanos.
Domínio desde o apito inicial
Com marcação alta, amplitude pelos lados e transições curtas, os norte-americanos sufocaram a saída paraguaia e abriram o placar logo aos 8 minutos, quando Bobadilla desviou contra a própria meta após cruzamento rasteiro de McKennie. A partir daí, Christian Pulisic comandou as ações ofensivas: deu a assistência para Balogun fazer 2 × 0 e iniciou a jogada do terceiro, também de Balogun, antes do intervalo. O Paraguai só respirou na etapa final, quando Maurício diminuiu em chute cruzado, mas Reyna fechou a conta nos acréscimos.
Raio-X da partida
- Posse de bola: EUA 61 % x 39 % PAR
- Finalizações: 18 (10 no alvo) x 7 (3 no alvo)
- Passes certos: 534 x 312
- Gols de Balogun em 2026: 2º e 3º pela seleção (média de 0,6 gol/jogo)
- Pulisic: 1 assistência, 4 chances criadas, 9 ações ofensivas decisivas
O que muda no Grupo D
Com Austrália e Turquia completando a chave, o resultado dá aos anfitriões a liderança provisória e um saldo de gols (+3) que pode ser decisivo em caso de empate na pontuação. Paraguai começa pressionado e precisará pontuar já na segunda rodada para não correr risco de eliminação precoce.
Impacto tático e projeção
Além da vitória, o que chama atenção é o repertório: Pochettino manteve o tradicional 4-3-3, mas variou movimentos internos de Pulisic e Reyna para gerar superioridade entrelinhas, algo que a seleção raramente mostrava em Copas anteriores. Se repetir a intensidade dos primeiros 45 minutos, os EUA se consolidam como favoritos a terminar em 1º, o que lhes daria cruzamento teoricamente mais acessível nas oitavas (segundo colocado do Grupo C).
Imagem: Crystal Pix
No cenário macro, a exibição sinaliza que a equipe deixa de ser mera coadjuvante física para se tornar protagonista técnica. A resposta contra adversários de maior estatura – possivelmente nas quartas – dirá se esta é, de fato, a melhor versão dos EUA em Mundiais.
Com informações de Trivela