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    Bap diz que Flamengo ‘tinha ano em risco’ com Filipe Luís e rebate críticas por demissão pós-coletiva: ‘Vergonha é roubar’

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    Rio de Janeiro, 05/03/2026 – Em pronunciamento reservado ao Conselho Deliberativo do Flamengo, o presidente Luiz Eduardo Baptista (“Bap”) afirmou que a temporada 2026 estava “em risco” e, por isso, optou pela demissão do técnico Filipe Luís logo após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, em Volta Redonda. Na mesma reunião, o mandatário sinalizou mudanças na diretoria de futebol, colocando o atual executivo José Boto na berlinda e iniciando sondagem ao ex-coordenador da Seleção Brasileira e do Arsenal, Edu Gaspar.

    Por que a saída de Filipe Luís virou questão de urgência

    Bap detalhou que o departamento de futebol realiza avaliações “duas vezes por semana” sobre desempenho, ambiente e processos. Segundo ele, os vices recentes na Supercopa do Brasil e na Recopa Sul-Americana acenderam o alerta de que a equipe poderia repetir a temporada 2025, quando terminou sem títulos nacionais.

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    O presidente ressaltou que a decisão teve “cunho 100% esportivo” e foi tomada antes mesmo da goleada sobre o Madureira, explicando a comunicação imediata no vestiário. “Quando não se enxerga perspectiva positiva, é melhor agir hoje do que amanhã”, frisou.

    Raio-X do Flamengo pré-e-pós Filipe Luís

    • Jogos oficiais em 2026: 11 (7 vitórias, 2 empates, 2 derrotas)
    • Títulos disputados: 2 (Supercopa e Recopa) – ambos perdidos na final
    • Ataque: média de 2,8 gols por jogo (incluindo o 8 × 0 sobre o Madureira)
    • Defesa: 9 gols sofridos, sendo 5 nas decisões
    • Avaliação interna: queda de desempenho físico a partir dos 70 minutos e dificuldade de criação contra linhas baixas, apontadas em relatórios do CEP do Futebol

    Reestruturação na diretoria: José Boto pressionado, Edu Gaspar sondado

    Com José Boto desgastado por queixas de atletas e funcionários quanto à comunicação e ao “excesso de vaidade”, o Flamengo analisa dois modelos de comando:

    1. Perfil boleiro: diretor com trânsito direto no vestiário.
    2. Perfil executivo: CEO de futebol com um supervisor de campo – cenário preferido por Bap.

    Nesse contexto, o nome de Edu Gaspar ganhou força. Ex-Seleção (2016-2019) e ex-Arsenal (2019-2023), o dirigente está no Nottingham Forest e pode deixar o clube ao fim da temporada europeia. A diretoria rubro-negra já consultou intermediários ligados ao agente Kia Joorabchian para checar disponibilidade e custos.

    Próximos compromissos e o impacto das decisões

    As mudanças acontecem às vésperas de uma sequência determinante:

    • 08/03 – Final do Carioca (N): Fluminense × Flamengo
    • 11/03 – Brasileirão (C): Flamengo × Cruzeiro
    • 14/03 – Brasileirão (F): Botafogo × Flamengo

    Sem tempo para ajustes profundos, o novo técnico Leonardo Jardim precisará estabilizar o setor defensivo – vazado em 82% dos jogos decisivos do ano – e gerenciar um ambiente interno em transição diretiva. A eventual chegada de Edu Gaspar pode redefinir processos de captação, análise de desempenho e hierarquia no CT, afetando diretamente o planejamento de meio de temporada e a próxima janela de transferências.

    Conclusão prospectiva: Ao ligar o alerta de “ano em risco”, Bap acelera uma reforma dupla – no banco e na diretoria – para evitar que os vices iniciais contaminem o restante de 2026. O sucesso da operação dependerá da rapidez com que Leonardo Jardim implemente sua metodologia e de a diretoria fechar (ou não) com Edu Gaspar antes do início da Libertadores. O desfecho dessas negociações definirá o grau de competitividade rubro-negra no segundo semestre.

    Com informações de ESPN Brasil

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